Valdemar discorda de Flávio sobre operação na casa de Bolsonaro
Valdemar discorda de Flávio sobre operação na casa de Bolsonaro

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, discordou abertamente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre a operação da Polícia Federal na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para Valdemar, a ação determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi um 'excesso de zelo' e não uma 'cortina de fumaça', como sugeriu Flávio.

Operação na residência de Bolsonaro

A operação ocorreu na última semana, quando agentes da PF cumpriram mandado de busca e apreensão na casa onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. O objetivo era verificar a existência de armas no local. A ação gerou reações imediatas de aliados políticos, incluindo Flávio Bolsonaro, que classificou a medida como uma tentativa de desviar a atenção pública durante sua viagem aos Estados Unidos.

Em entrevista, Valdemar Costa Neto afirmou: 'Não acho que foi cortina de fumaça. Acho que foi excesso de zelo do ministro Alexandre de Moraes. O Bolsonaro cumpre as leis, cumpre as decisões do STF, não há motivo para esse tipo de ação.'

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Defesa de Bolsonaro

Valdemar destacou que Jair Bolsonaro tem respeitado todas as determinações judiciais desde o início de sua prisão domiciliar. 'Ele está cumprindo rigorosamente o que foi determinado. Não há qualquer indício de descumprimento. Por isso, essa operação me parece desnecessária', completou o presidente do PL.

A declaração de Valdemar contrasta com a de Flávio Bolsonaro, que, em suas redes sociais, havia dito que a operação era uma 'cortina de fumaça' para encobrir a agenda do senador nos Estados Unidos, onde se encontrou com lideranças conservadoras.

Repercussão política

A divergência entre Valdemar e Flávio expõe diferentes estratégias dentro do PL sobre como lidar com as ações judiciais contra o ex-presidente. Enquanto Flávio adota um tom mais crítico ao STF, Valdemar prefere uma abordagem conciliatória, enfatizando a legalidade e o cumprimento das decisões judiciais.

Até o momento, nem Jair Bolsonaro nem sua defesa comentaram oficialmente a operação. O caso segue sob sigilo no STF.

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