O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (21) que a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PL-MS) recusou o convite para ser candidata a vice-presidente na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições de 2026. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Bandeirantes.
Recusa confirmada
Segundo Costa Neto, a decisão de Tereza Cristina foi comunicada diretamente a ele e ao próprio Flávio Bolsonaro. "Ela agradeceu o convite, mas disse que não poderia aceitar. Tem projetos pessoais e acha que não seria o momento", explicou o dirigente partidário. A ex-ministra, que foi senadora eleita por Mato Grosso do Sul em 2022, é considerada uma figura de peso no agronegócio e tem forte atuação no Senado.
A recusa ocorre em um momento em que o PL busca consolidar uma chapa competitiva para 2026, com Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência. A escolha do vice é estratégica para ampliar o apoio eleitoral, especialmente no Centro-Oeste, onde Tereza Cristina tem grande influência.
Alternativas em análise
Com a negativa, o partido passa a avaliar outros nomes para compor a chapa. Costa Neto mencionou que há conversas com lideranças políticas de diferentes regiões, mas não revelou nomes. "Estamos ouvindo aliados e analisando o cenário. Temos tempo para definir a melhor composição", afirmou.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, tem buscado fortalecer sua pré-candidatura com viagens pelo país e reuniões com prefeitos e deputados. A escolha do vice é vista como crucial para atrair setores do agronegócio e do centro político.
Reações e impactos
A recusa de Tereza Cristina gerou especulações sobre possíveis divergências internas no PL, mas Costa Neto minimizou o fato. "Tereza é uma grande aliada e continuará sendo fundamental para o partido. A decisão dela é respeitada", disse. A ex-ministra não se manifestou publicamente até o momento.
Analistas políticos apontam que a indefinição sobre o vice pode atrasar a consolidação da candidatura de Flávio Bolsonaro, que enfrenta desafios como a necessidade de ampliar o diálogo com partidos de centro e de construir uma imagem de união. O PL, maior partido do país em número de filiados, espera lançar a chapa oficialmente até o primeiro semestre de 2026.



