O partido Republicanos oficializou, nesta quarta-feira, o apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à reeleição em 2026. A decisão foi tomada em reunião da cúpula nacional da legenda, que vê na aliança uma forma de fortalecer a base conservadora no Congresso.
Detalhes do acordo
Segundo fontes do partido, o Republicanos não lançará candidato próprio ao Senado pelo Rio de Janeiro e integrará a chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro. O presidente nacional da sigla, deputado federal Marcos Pereira (SP), afirmou que a aliança é "natural" e que o partido "reconhece a liderança de Flávio no estado".
O acordo prevê ainda que o Republicanos indicará candidatos a deputado federal e estadual na coligação, ampliando a capilaridade da campanha bolsonarista no estado. A expectativa é de que a aliança seja formalizada em convenção partidária no primeiro semestre de 2026.
Impacto político
A adesão do Republicanos à candidatura de Flávio Bolsonaro consolida o arco de apoio do bolsonarismo no Rio de Janeiro, que já conta com o PL, o PP e parte do União Brasil. O senador é considerado um dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e busca a reeleição com a meta de ampliar a bancada de direita no Senado.
Pesquisas internas do PL indicam que Flávio Bolsonaro lidera as intenções de voto para o Senado no Rio, com cerca de 35% das preferências, segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado em junho. O Republicanos, por sua vez, espera que a aliança ajude a eleger ao menos três deputados federais pelo estado.
Reações
O anúncio foi recebido com entusiasmo por aliados de Flávio Bolsonaro. Em nota, o senador agradeceu o apoio: "É com grande satisfação que recebo o Republicanos nessa caminhada. Juntos, vamos trabalhar por um Rio de Janeiro mais seguro e próspero". Já a oposição criticou a aliança, classificando-a como "casamento de interesses" que ignora as pautas sociais.
O Republicanos, que integra a base do governo Lula em âmbito nacional, justificou o apoio estadual como "autonomia partidária". A legenda tem se movimentado para ampliar sua presença no Sudeste, onde vê no bolsonarismo uma via de crescimento eleitoral.



