Operação contra produtora de Dark Horse gera mal-estar na Prefeitura de SP
Operação contra produtora de Dark Horse gera mal-estar em SP

Uma operação policial realizada na última semana, que teve como alvo a produtora responsável pelo filme Dark Horse, gerou um clima de desconforto nos bastidores da Prefeitura de São Paulo. A ação, conduzida por agentes da Polícia Civil, foi vista com ressalvas por integrantes do governo municipal, que questionam os motivos e a forma como foi conduzida.

Detalhes da operação

De acordo com informações apuradas, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados à produtora, que produziu o longa-metragem Dark Horse, um suspense psicológico que aborda temas polêmicos. A investigação, que corre em segredo de Justiça, teria como foco supostas irregularidades financeiras e contratuais.

Nos corredores da Prefeitura, a notícia causou surpresa e insatisfação. Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que a ação foi interpretada como uma tentativa de intimidação, especialmente por envolver uma empresa com atuação reconhecida no setor cultural. “Há um incômodo grande, pois parece que a operação tem motivações políticas”, disse um assessor que preferiu não se identificar.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Reações políticas

Vereadores da oposição já se manifestaram, cobrando explicações do prefeito e da Secretaria de Segurança Pública. Em nota, a assessoria da Prefeitura afirmou que “não tem ingerência sobre operações policiais” e que “confia no trabalho das autoridades”. No entanto, nos bastidores, aliados do prefeito reconhecem que a situação é delicada e pode gerar desgaste político.

O produtor executivo do filme, em entrevista coletiva, classificou a operação como “desproporcional e arbitrária”. Ele afirmou que a produtora sempre atuou dentro da lei e que as acusações são infundadas. “Vamos colaborar com as investigações, mas não aceitaremos perseguições”, declarou.

Contexto cultural e jurídico

Dark Horse foi lançado no ano passado e recebeu críticas positivas, mas também gerou controvérsias por sua abordagem ousada. Especialistas em direito cultural apontam que a operação pode ter violado princípios de liberdade de expressão. “O Estado não pode usar o poder de polícia para censurar ou retaliar produções artísticas”, afirmou a advogada especialista em direito constitucional, Dra. Ana Paula Silva.

A Polícia Civil, por meio de nota, informou que as investigações seguem em andamento e que novas informações serão divulgadas após a conclusão dos trabalhos. A operação foi batizada de “Operação Sombra” e contou com a participação de 50 agentes.

Enquanto isso, a comunidade artística se mobiliza em apoio à produtora. Um abaixo-assinado online já reúne mais de 10 mil assinaturas pedindo a transparência das investigações. O caso promete render novos capítulos nos próximos dias.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar