O presidente Luiz Inácio Lula da Silva articula nos bastidores a indicação do ex-ministro Márcio França para compor a chapa de Fernando Haddad como candidato a vice-governador de São Paulo nas eleições de 2026. A movimentação ocorre em meio a divergências internas no PSB, partido de França, que ainda avalia lançá-lo ao Senado.
Negociações em andamento
Segundo fontes do Palácio do Planalto, Lula tem mantido conversas frequentes com lideranças do PSB para viabilizar a aliança. O presidente avalia que a presença de França, que já foi governador de São Paulo, agregaria força eleitoral à candidatura de Haddad. No entanto, o PSB resiste à ideia e defende que França dispute uma vaga no Senado, considerando a eleição mais viável.
Resistência do PSB
Dirigentes do PSB argumentam que França tem grande potencial de votos e que uma candidatura ao Senado poderia garantir uma cadeira importante para o partido. Além disso, avaliam que a vice-governadoria pode enfraquecer a imagem de França, que já foi chefe do Executivo estadual. A decisão final deve ser tomada após convenção partidária prevista para julho.
Impacto político
A articulação de Lula reflete a estratégia do PT de fortalecer a aliança com o PSB em São Paulo, estado considerado crucial para as ambições nacionais do governo. Uma chapa Haddad-França poderia atrair eleitores de centro e centro-direita, ampliando as chances de vitória contra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Próximos passos
As negociações devem se intensificar nas próximas semanas, com encontros entre Lula, Haddad e o presidente do PSB, Carlos Siqueira. O PT já sinalizou que está aberto a discutir alternativas, mas mantém a preferência por França na vice. Enquanto isso, França evita se manifestar publicamente, aguardando o desfecho das conversas.



