O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta segunda-feira (20) que o eleitorado brasileiro atingiu 158.736.425 de pessoas em julho de 2026, um crescimento de 14% em relação às 139,9 milhões registradas nas eleições de 2022. O aumento absoluto foi de aproximadamente 18,8 milhões de novos eleitores.
Distribuição regional e concentração no Sudeste
A região Sudeste continua liderando o número de eleitores, com 68,3 milhões, o que representa 43% do total nacional. São Paulo é o estado com maior eleitorado: 34,1 milhões, seguido por Minas Gerais (16,4 milhões) e Rio de Janeiro (12,9 milhões). Juntas, as três unidades da federação concentram 63,4 milhões de eleitores, cerca de 40% do total.
No Nordeste, são 41,2 milhões de eleitores (26% do total), enquanto o Sul tem 27,8 milhões (17,5%), o Centro-Oeste 13,7 milhões (8,6%) e o Norte 7,7 milhões (4,9%).
Perfil etário e crescimento entre jovens e idosos
O crescimento do eleitorado foi puxado principalmente por duas faixas etárias: jovens de 16 a 17 anos e idosos acima de 70 anos. O número de eleitores de 16 e 17 anos saltou de 1,2 milhão em 2022 para 1,9 milhão em 2026, um aumento de 58%. Já os eleitores com mais de 70 anos passaram de 7,8 milhões para 10,4 milhões, alta de 33%.
Segundo o TSE, o voto é facultativo para essas faixas etárias. O presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, afirmou: "O aumento expressivo de jovens e idosos demonstra o amadurecimento da democracia brasileira e o engajamento de todos os setores da sociedade".
Gênero e escolaridade
As mulheres continuam sendo maioria no eleitorado: 82,6 milhões (52%) contra 76,1 milhões de homens (48%). Em relação à escolaridade, 52% dos eleitores têm ensino médio completo ou superior incompleto, 23% têm ensino fundamental completo e 25% têm ensino superior completo.
O número de eleitores com ensino superior completo cresceu 18% em relação a 2022, passando de 33 milhões para 39 milhões.
Impacto para as eleições de 2026
Com o aumento do eleitorado, o número de seções eleitorais também foi ampliado. O TSE informou que serão instaladas 502 mil seções em todo o país, contra 475 mil em 2022. O custo estimado das eleições de 2026 é de R$ 5,2 bilhões, segundo o órgão.
O cientista político Carlos Melo, da Universidade de São Paulo (USP), avaliou: "O crescimento do eleitorado, especialmente entre jovens, pode alterar o cenário eleitoral, já que esse grupo tende a ter preferências políticas diferentes das gerações mais velhas".



