O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, afirmou nesta quarta-feira (24) que "não pode cobrar neste momento" apoio da governadora Raquel Lyra (PSD), mesmo sendo correligionários. A declaração foi dada em entrevista à rádio CBN Recife, durante agenda de pré-campanha em Pernambuco.
Relação com Raquel Lyra
"Você não pode cobrar da governadora neste momento, que sem dúvida nenhuma mostra a sua capacidade ímpar de gestão. Me dou maravilhosamente bem com a governadora Raquel. Competentemente. Você viu o que é superar os primeiros anos de dificuldade, dar a volta por cima e agora se consolidar no processo deste ano e, sem dúvida nenhuma, um segundo mandato que será consagrador", afirmou Caiado.
Cenário político em Pernambuco
A declaração ocorre num momento de indefinição sobre os palanques presidenciais em Pernambuco para as eleições de 2026. Apesar de integrar o PSD, partido presidido nacionalmente por Gilberto Kassab, Raquel Lyra tem evitado se posicionar sobre a disputa ao Palácio do Planalto. Ela frequentemente cita apoio do governo do presidente Lula (PT) à sua gestão, o que levantou especulações sobre um palanque duplo do petista no estado.
Por sua vez, Lula gravou um vídeo recentemente em que cita aliança nacional do PT e PSB e apoio do Partido dos Trabalhadores à candidatura de João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife. Caiado disse ver com tranquilidade a neutralidade de Raquel Lyra na disputa presidencial: "É mais do que normal. Olha, as pessoas, às vezes, que votam nela, votam em outros presidentes, em outros candidatos. Ela, neste momento, está cuidando de quê? De Pernambuco. A função dela, neste momento, é cuidar de Pernambuco", declarou.
Estrutura própria
O pré-candidato afirmou que, mesmo sem o apoio de Raquel Lyra, terá estrutura política própria para fazer campanha no estado. "O palanque aqui eu terei. Com deputados eu terei, com candidato ao Senado eu terei, com prefeitos, que é a densidade do PSD no estado. Essa condição que eu terei, o palanque aqui, terei a oportunidade", disse. Segundo ele, a estrutura será formada por lideranças ligadas ao PSD e por aliados locais.



