O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) e o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato pelo Missão à Presidência, Renan Santos, trocam farpas na disputa pelo eleitorado que se identifica como 'antissistema'. Zema, estagnado nas pesquisas de intenção de voto, afirmou que Santos é uma 'metralhadora giratória', referindo-se à sua inexperiência política e à falta de clareza em suas propostas. A declaração foi uma resposta à crítica de Santos, que disse que Zema 'está perdido' dentro do Partido Novo, sem conseguir consolidar uma identidade política clara.
O cenário das pesquisas
Segundo levantamentos recentes, tanto Zema quanto Santos aparecem em um cenário de empate técnico, com ambos oscilando entre 5% e 8% das intenções de voto. A disputa pelo voto antissistema se intensifica à medida que os dois candidatos buscam se diferenciar dos nomes tradicionais da política, como os representantes do PT e do PL. Zema, que já foi governador de Minas Gerais, tenta equilibrar seu discurso de gestão com uma postura crítica ao establishment, enquanto Santos aposta no ativismo digital e na imagem de outsider.
A crise de identidade no Novo
Renan Santos, em entrevista, afirmou que Zema 'está perdido' no Partido Novo, perdendo o apoio de setores mais liberais e tentando se aproximar do bolsonarismo sem sucesso. 'Ele não sabe se é gestor, liberal ou conservador. Isso confunde o eleitor', disse Santos. Zema, por sua vez, rebateu chamando Santos de 'metralhadora giratória', insinuando que ele muda de opinião constantemente e não tem propostas sólidas. 'Falar muito não é sinônimo de ter direção', declarou Zema em evento de campanha.
Diálogo com o bolsonarismo
Nos últimos meses, Zema tem buscado diálogo com lideranças bolsonaristas para ampliar sua base eleitoral, mas sem romper totalmente com o Partido Novo. Essa estratégia tem sido criticada por aliados de Santos, que veem nisso uma tentativa de agradar a todos os lados. Santos, por outro lado, mantém um discurso mais radical contra o sistema político, sem concessões a grupos tradicionais. A polarização entre os dois pode beneficiar candidatos mais consolidados, que observam a fragmentação do voto antissistema.



