O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), criticou a condução de empresas públicas no país e defendeu a privatização do setor energético, incluindo a participação das ações do governo federal na Petrobras.
Zema defende privatização total
“Que a União fique até sócia, mas sem decidir, sem ficar fazendo politicagem dentro da empresa. Pode receber os dividendos. Pode transformar a Petrobras em uma corporation. E lembrando que uma Petrobras mais lucrativas vai significar mais imposto de renda, mais contribuição para a União. Sou favorável a privatizar tudo”, afirmou durante visita ao Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, no Rio de Janeiro.
Comparação com setor de alimentos
Questionado sobre a soberania energética e a necessidade de proteção do mercado interno contra crises internacionais, Zema comparou a atuação com o setor de alimentos, que não possui “Alimentobras” e, mesmo estando na rede privada, produz com eficiência.
Estado tem tarefa de Hércules
Zema também defendeu que o Estado já possui “uma tarefa de Hércules” nas áreas de segurança pública, saúde, infraestrutura e educação, mas que, em vez disso, políticos se preocupam em participar da gestão de estatais, onde conseguem “cabide de empregos, direcionar contratos em vez de melhorar a vida das pessoas”.
Candidatura sem vice
O ex-governador de Minas também voltou a afirmar que pretende oficializar sua candidatura à Presidência da República no dia 27, mas que ainda não tem vice. O pré-candidato também negou ter oferecido cargo a Michelle Bolsonaro, após ex-primeira-dama declinar suposto convite. “Não mencionei o nome dela. Fui questionado quem seria vice e o jornalista citou o nome dela. Eu só falei 'é uma possibilidade', então não houve nenhum convite, em nenhum momento”, destacou.



