Valdemar tenta Tereza Cristina como vice de Flávio, mas senadora recusa
Valdemar tenta Tereza Cristina como vice de Flávio

O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, fez uma última tentativa para convencer a senadora Tereza Cristina (PL-MS) a aceitar o cargo de vice-presidente na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições de 2026. No entanto, a senadora recusou a oferta durante uma reunião realizada na sede do partido, em Brasília, nesta terça-feira (21).

Recusa definitiva

Segundo fontes presentes no encontro, Tereza Cristina foi enfática ao afirmar que não pretende disputar a vice-presidência, reiterando sua preferência por concorrer ao Senado ou, eventualmente, ao governo de Mato Grosso do Sul. A senadora argumentou que sua atuação no Congresso é mais alinhada com seus projetos políticos e que não vê espaço para uma candidatura nacional neste momento.

Valdemar, por sua vez, tentou persuadi-la destacando a importância de uma chapa que una o agronegócio e o bolsonarismo, setores que Tereza Cristina representa. O presidente do PL afirmou que a senadora teria liberdade para definir sua agenda e que sua presença na chapa fortaleceria a candidatura de Flávio Bolsonaro, especialmente no Centro-Oeste.

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Impacto na estratégia do PL

A recusa de Tereza Cristina representa um revés para os planos de Valdemar, que buscava consolidar uma aliança entre o PL e setores do agronegócio. Com a negativa, o partido deve agora buscar outros nomes para compor a chapa. Entre as alternativas, cogita-se o ex-ministro da Agricultura, Marcos Montes, ou a deputada federal Bia Kicis (PL-DF).

Flávio Bolsonaro, que ainda não oficializou sua pré-candidatura, acompanhou parte da reunião e teria se mostrado respeitoso à decisão de Tereza Cristina. Em nota, a senadora afirmou que "agradece a confiança do partido, mas entende que seu papel no Senado é fundamental para os projetos que defende".

Próximos passos

O PL planeja realizar uma convenção nacional em setembro para definir a chapa presidencial. Até lá, Valdemar Costa Neto deve intensificar as negociações com outros partidos e lideranças políticas. A decisão de Tereza Cristina, no entanto, já é vista como definitiva, e o partido trabalha para evitar desgastes internos.

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