Tony Garcia acusa Sergio Moro de interferir em partido para esvaziar candidatura
Tony Garcia acusa Sergio Moro de interferir em partido

O ex-deputado estadual Tony Garcia acusou o senador Sergio Moro (União-PR) de interferir no partido Democracia Cristã (DC) para esvaziar sua candidatura ao governo do Paraná. Garcia, que pretendia se opor a Moro na disputa pelo Executivo estadual, afirma que perdeu o apoio do partido após uma reestruturação do diretório estadual orquestrada por aliados do senador.

Acusações de interferência partidária

Segundo Garcia, Moro teria utilizado sua influência para promover a troca da cúpula do DC no Paraná, substituindo lideranças que apoiavam sua pré-candidatura por outras alinhadas ao senador. “Ele usou o partido para me tirar do jogo. Não é uma disputa política legítima, é uma manobra para eliminar adversários”, declarou Garcia em entrevista coletiva.

A disputa entre os dois remonta a 2004, quando Moro, então juiz federal, condenou Garcia por crimes financeiros. O ex-deputado ficou preso por mais de um ano e, desde então, mantém uma rivalidade pública com o senador.

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Resposta de Sergio Moro

Em nota, a assessoria de Sergio Moro negou as acusações e classificou Garcia como um “personagem folclórico” sem relevância política. “O senador Moro não interfere em assuntos internos de outros partidos. Tony Garcia busca visibilidade com acusações infundadas”, diz o comunicado.

Moro, que é pré-candidato ao governo do Paraná pelo União Brasil, lidera as pesquisas de intenção de voto, enquanto Garcia não pontua nos levantamentos. Especialistas apontam que a troca no diretório do DC pode ter sido motivada por divergências internas, não por ação direta de Moro.

Impacto na corrida eleitoral

A saída de Garcia do DC enfraquece a oposição a Moro dentro do partido, que agora deve apoiar outro nome. O ex-deputado busca filiação a outra legenda para manter a candidatura, mas enfrenta dificuldades por falta de tempo e recursos. “A interferência de Moro mostra como ele usa o poder para silenciar críticos”, disse Garcia.

Analistas políticos avaliam que o episódio pode gerar desgaste para Moro, mas não deve alterar significativamente o cenário eleitoral, já que Garcia não tem expressão eleitoral. A eleição no Paraná está prevista para 2026.

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