O ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Sidônio Palmeira, gerou descontentamento entre lideranças do PT da Bahia após aconselhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a se afastar do senador Jaques Wagner. A informação foi divulgada pela coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo.
Relações estremecidas
Segundo fontes próximas ao partido, a orientação de Sidônio teria sido motivada por diferenças políticas e estratégicas entre Lula e Wagner, que é uma das principais figuras do PT baiano. O afastamento recomendado por Sidônio, que também é baiano, pegou mal entre os correligionários do estado, que veem a medida como um desprestígio a um dos quadros históricos do partido.
Reações no PT baiano
Dirigentes do PT na Bahia manifestaram insatisfação com a postura de Sidônio, classificando a orientação como desnecessária e prejudicial à unidade partidária. Um dos líderes do partido no estado, que preferiu não se identificar, afirmou: "Jaques Wagner sempre foi um aliado leal de Lula. Essa orientação de Sidônio não reflete o sentimento da base baiana."
Impacto político
A crise interna no PT da Bahia ocorre em um momento delicado para o governo Lula, que busca fortalecer alianças regionais. O distanciamento entre Lula e Wagner pode abrir espaço para disputas internas e enfraquecer a articulação política no estado, que é um dos principais redutos eleitorais do partido.
Até o momento, nem Sidônio Palmeira nem Jaques Wagner se pronunciaram oficialmente sobre o assunto. A assessoria da Secretaria de Comunicação afirmou que não comentaria questões internas do partido.



