Selfie de Flávio Bolsonaro com Sicário: impacto nas redes pode ser ofuscado por tarifaço de Trump
Selfie de Flávio Bolsonaro com Sicário: impacto pode ser ofuscado

A selfie do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o influenciador conhecido como 'Sicário' – cujo nome verdadeiro é Daniel Vorcaro – gerou forte repercussão nas redes sociais, mas o impacto pode ser rapidamente ofuscado pelo tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. É o que apontam números compilados pela consultoria Bites, especializada em monitoramento digital.

Repercussão imediata da selfie

A imagem, divulgada pelo portal ICL Notícias, mostra Flávio Bolsonaro ao lado de Sicário, que é investigado por suposto envolvimento com o crime organizado. A publicação provocou reações imediatas de apoiadores e críticos do senador, gerando milhares de compartilhamentos e comentários em plataformas como Twitter, Instagram e Facebook.

Segundo dados da Bites, o pico de menções ao nome de Flávio Bolsonaro nas redes ocorreu nas primeiras horas após a divulgação da foto, com um volume de interações 300% acima da média diária do senador. No entanto, a consultoria alerta que esse pico pode ser temporário.

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Tarifaço de Trump como fator de desvio de atenção

Paralelamente, o anúncio de Donald Trump de impor tarifas de 25% sobre aço e alumínio brasileiros, com impacto estimado em US$ 3 bilhões nas exportações do Brasil, dominou os noticiários e as discussões políticas. Para a Bites, o tarifaço tem potencial de 'engolir' a repercussão da selfie, deslocando o foco do debate público para a economia e as relações internacionais.

'O volume de menções ao tarifaço já supera em 5 vezes o pico da selfie de Flávio', afirmou o analista da Bites, Carlos Mendes, em nota. 'A tendência é que, em 48 horas, a selfie seja um assunto secundário, a menos que novos desdobramentos judiciais ou políticos ocorram.'

Contexto político e judicial

A selfie com Sicário ocorre em meio a investigações da Polícia Federal sobre a atuação de milícias digitais e grupos criminosos. Flávio Bolsonaro, que já foi alvo de apurações sobre 'rachadinhas' na Assembleia Legislativa do Rio, nega qualquer relação ilícita com o influenciador. Já Sicário, que acumula milhões de seguidores, é conhecido por vídeos de ostentação e já foi preso por porte ilegal de arma.

Enquanto isso, o tarifaço de Trump coloca o governo Lula em uma posição delicada, exigindo negociações para evitar uma guerra comercial. O Ministério da Economia já sinalizou que buscará diálogo com os EUA, mas não descarta retaliações.

Números da Bites e projeções

Os dados da Bites mostram que, nas últimas 24 horas, a selfie gerou 1,2 milhão de interações (curtidas, comentários e compartilhamentos) nas principais redes. Já o tarifaço de Trump acumulou 6,8 milhões de interações no mesmo período, com forte presença de perfis políticos e econômicos. 'O tarifaço tem um apelo mais amplo, afetando diretamente a economia real. A selfie, por outro lado, é um fato político que interessa principalmente à bolha de seguidores de Flávio', explicou Mendes.

Para a consultoria, a selfie pode ter consequências a longo prazo se novas evidências surgirem, mas no curto prazo, o tarifaço domina a agenda. 'O brasileiro comum está mais preocupado com o preço do carro e do eletrodoméstico do que com uma foto de um senador com um influenciador polêmico', concluiu o analista.

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