A cúpula do partido Republicanos sinaliza que as negociações para uma aliança com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial estão cada vez mais difíceis. Após uma série de desgastes na campanha do presidenciável, lideranças da legenda falam em 'portas se fechando' para um acordo.
Desgastes na campanha de Flávio Bolsonaro
Entre os fatores que complicam a negociação estão os problemas na relação com Daniel Vorcaro, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, e as críticas de Flávio à segurança das urnas eletrônicas, que geraram atritos com setores do Republicanos. Além disso, desavenças regionais, especialmente em estados onde o partido já apoia o presidente Lula (PT), enfraquecem a possibilidade de uma aliança nacional.
Possível neutralidade do Republicanos
Diante do cenário, a ala do Republicanos que defende a neutralidade na disputa presidencial ganha força. A decisão final deve ser tomada até 5 de agosto, prazo para convenções partidárias. Caso opte pela neutralidade, o partido deixará seus diretórios estaduais livres para apoiar candidatos locais, o que já ocorre em algumas regiões onde o apoio a Lula é predominante.
Procurada, a assessoria do Republicanos não comentou oficialmente as negociações. Já a campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que 'continua dialogando com todos os partidos' e que 'as portas estão abertas para construir uma frente ampla pela direita'.



