Renan Santos critica Lula e Bolsonaro por postura no tarifaço
Renan Santos critica Lula e Bolsonaro no tarifaço

O deputado federal Renan Santos (PSDB-SP) criticou duramente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a família Bolsonaro pela postura adotada nas negociações do chamado "tarifaço" — aumento de tarifas de importação para diversos produtos. Em pronunciamento nesta quarta-feira (16), Santos afirmou que ambos os lados agem com irresponsabilidade, prejudicando a economia e a imagem do Brasil no cenário internacional.

Críticas ao governo Lula

Renan Santos declarou que o governo Lula "falhou ao não apresentar uma proposta clara e coerente" durante as discussões sobre as tarifas. Segundo ele, a falta de transparência e a ausência de um plano estratégico por parte do Executivo geraram incertezas no mercado. "O governo age como se estivesse em um jogo de blefe, sem se importar com as consequências para o setor produtivo e para o consumidor brasileiro", afirmou o deputado.

Ataques à família Bolsonaro

O parlamentar também direcionou críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seus familiares, especialmente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Santos acusou o clã Bolsonaro de usar o tarifaço como palanque político. "Eles só pensam em desgastar o governo, mesmo que isso custe caro ao país. Não apresentam soluções, apenas ataques rasteiros", disse. O deputado citou dados do Ministério da Economia que indicam que a medida pode elevar a inflação em até 0,8% no próximo trimestre.

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Impacto econômico e diplomático

O tarifaço, que prevê aumento de até 25% nas alíquotas de importação de mais de 300 produtos, já gerou reações negativas de parceiros comerciais como Estados Unidos, China e União Europeia. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a medida pode reduzir o PIB brasileiro em 0,5% em 2027. "Estamos isolando o Brasil diplomaticamente e prejudicando nossa competitividade", alertou Renan Santos.

Reações dos envolvidos

Até o momento, nem o Palácio do Planalto nem a assessoria da família Bolsonaro comentaram as declarações. No entanto, fontes próximas ao governo afirmam que Lula deve se reunir com líderes partidários na próxima semana para tentar destravar as negociações. Já o senador Flávio Bolsonaro, em entrevista recente, defendeu a postura crítica da oposição, afirmando que "o governo precisa ser responsabilizado por suas escolhas econômicas".

Renan Santos concluiu seu discurso pedindo moderação e diálogo: "O Brasil não pode ser refém de disputas políticas mesquinhas. Precisamos de uma solução que proteja nossa economia e nossa soberania. Chega de joguinhos".

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