O instituto de pesquisas Quaest anunciou que não realizará pesquisas eleitorais contratadas por partidos políticos ou candidatos nas eleições de 2026. A decisão foi comunicada pela diretoria da empresa, que optou por se concentrar exclusivamente em projetos institucionais e acadêmicos.
Motivos da suspensão
Segundo a Quaest, a medida visa evitar conflitos de interesse e preservar a credibilidade do instituto. Em comunicado interno, a empresa destacou que a atuação em pesquisas partidárias poderia comprometer a imparcialidade necessária para seus estudos institucionais. A decisão foi tomada após análise do cenário político e das demandas do mercado.
Impacto no mercado eleitoral
A ausência da Quaest no segmento de pesquisas eleitorais para candidatos e partidos pode alterar a dinâmica do setor. Outros institutos, como Datafolha e Ipec, devem ganhar espaço. A Quaest, que já realizou trabalhos para figuras como Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, agora focará em estudos de opinião pública sem vínculo eleitoral.
Declaração oficial
Em nota, a Quaest afirmou: 'Acreditamos que nossa contribuição mais relevante para a sociedade está em pesquisas independentes, que ajudem a compreender tendências sociais e econômicas, sem vinculação com estratégias eleitorais.' A empresa não descarta retomar o serviço no futuro, mas não há previsão.
A decisão ocorre em meio a debates sobre a influência das pesquisas no processo eleitoral. Especialistas apontam que a medida pode aumentar a confiança nos dados divulgados pela Quaest, mas também reduzir a oferta de informações para campanhas.



