O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma resolução política nesta sexta-feira (3) associando o escândalo do Banco Master ao bolsonarismo e criticando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por não esclarecer sua relação com o empresário Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira. No entanto, o documento omitiu qualquer menção ao vínculo do senador Jaques Wagner (PT-BA) com o banco, mesmo após operações da Polícia Federal que investigam supostas irregularidades.
PT associa escândalo a bolsonarismo
Na resolução, aprovada após reunião da direção nacional, o PT afirma que o caso do Banco Master expõe a "promiscuidade entre agentes públicos e o sistema financeiro" e que Flávio Bolsonaro deve explicações à sociedade sobre sua atuação como intermediário junto ao banco. O texto também critica a atuação internacional de Flávio e de seu irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), classificando-a como "atentado à soberania nacional".
Silêncio sobre Jaques Wagner
Apesar das críticas, a nota do PT não faz qualquer referência ao fato de o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, ter sido citado em investigações que apuram relações entre políticos e o Banco Master. De acordo com fontes, Wagner teria mantido contatos com executivos da instituição, embora não haja indícios de irregularidades. A omissão gerou críticas de adversários políticos, que acusam o partido de seletividade.
Defesa da soberania nacional
No documento, o PT reafirma seu compromisso com a defesa da soberania nacional e critica o que chama de "aliança entre setores do bolsonarismo e o capital financeiro internacional". A resolução também defende a realização de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master, proposta que já conta com apoio de partidos da oposição.
Repercussão política
A nota do PT foi divulgada em meio a um cenário de tensão política, com a oposição pressionando por esclarecimentos sobre as relações de parlamentares com o banco. O senador Flávio Bolsonaro, por sua vez, negou qualquer irregularidade e afirmou que suas tratativas com Vorcaro foram "transparentes e legais". Já Jaques Wagner ainda não se manifestou publicamente sobre o assunto.



