Preso homem por homicídio de mulher há quase 8 anos em Macacu
Preso suspeito de homicídio de mulher em 2018 em Macacu

A Polícia Civil prendeu um homem investigado por um homicídio qualificado ocorrido há quase oito anos. Agentes da 159ª DP Cachoeiras de Macacu, na Região Serrana do Rio, cumpriram mandado de prisão preventiva contra José Augusto Pereira da Silva, apontado como principal suspeito pela morte de Ildenice Rodrigues Alice.

Caso foi reanalisado após oito anos

O caso, que inicialmente foi registrado como desaparecimento, em fevereiro de 2018, foi reanalisado. Durante a revisão do inquérito, os investigadores localizaram um antigo registro de encontro de um corpo feminino em Itaboraí, poucos dias após o desaparecimento da vítima. Na época, o corpo não havia sido identificado e foi enterrado como indigente. Posteriormente, exames de confronto papiloscópico confirmaram que se tratava de Ildenice Rodrigues Alice.

Suspeito tentou dificultar investigação

Segundo a Polícia Civil, as investigações indicam que o suspeito tentou dificultar a apuração do caso. Após o crime, ele teria transportado o corpo até Itaboraí, onde foi encontrado carbonizado, em uma tentativa de impedir a identificação da vítima. As apurações também apontam que Ildenice era vítima de violência doméstica e perseguições por parte do ex-companheiro. Familiares e testemunhas relataram agressões, ameaças de morte recorrentes e descumprimento de medidas protetivas. O investigado também teria sido visto próximo à residência da vítima no dia do desaparecimento.

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Técnicas de investigação avançadas

Para avançar no caso, a Polícia Civil utilizou técnicas de investigação, como análise de registros antigos, novas oitivas de testemunhas, quebra de sigilo de dados e reconstrução dos deslocamentos do suspeito. De acordo com os agentes, provas técnicas indicam que o veículo do investigado esteve na região de Itaboraí na madrugada seguinte ao desaparecimento, em horário considerado incompatível com as versões apresentadas por ele durante os interrogatórios.

Versões contraditórias e álibis falsos

Ainda segundo a investigação, o suspeito apresentou versões diferentes sobre seus deslocamentos e tentou criar álibis falsos, além de tentar influenciar testemunhas a confirmarem informações que não correspondiam aos fatos. Com base no conjunto de provas, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva, que foi autorizada pela Justiça e cumprida pelos agentes.

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