Presa pesquisa Real Time Big Data medirá impacto das tarifas dos EUA no eleitorado
Pesquisa Real Time Big Data medirá impacto de tarifas dos EUA

A nova pesquisa nacional Real Time Big Data, com 2.000 entrevistas programadas entre 18 e 20 de julho, será a primeira a medir o impacto eleitoral da tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos contra o Brasil na última quarta-feira (15). O levantamento, cuja divulgação está prevista para a próxima terça-feira (21), funcionará como um termômetro crucial para as campanhas do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputam a narrativa sobre a relação bilateral.

Disputa de narrativas sobre as tarifas

A campanha de Flávio tenta atribuir ao governo Lula a responsabilidade pelas novas tarifas, enquanto o Palácio do Planalto defende a soberania nacional e aliados do governo acusam o clã bolsonarista de atuar nos Estados Unidos contra o Brasil em prol de interesses eleitoreiros. Apesar de a pesquisa não conter uma pergunta objetiva sobre as tarifas, mudanças drásticas nos cenários de primeiro e segundo turnos podem indicar como o eleitorado percebe a culpa pela ação norte-americana.

Na última pesquisa Genial/Quaest, divulgada na quarta-feira (15) antes do anúncio das tarifas, 51% dos eleitores concordaram com Lula ao afirmar que Flávio seria responsável por eventuais novas sanções. Além disso, 42% disseram que uma decisão dos EUA contra o Brasil impactaria positivamente a disposição de votar em Lula.

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Cenário eleitoral atual

A última pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 1º de junho, mostrou Lula à frente no segundo turno com 45% contra 40% de Flávio, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, indicando uma disputa equilibrada. O novo levantamento poderá revelar se o tarifaço alterou esse quadro.

Temas abordados na pesquisa

Além das intenções de voto, o instituto medirá a percepção dos eleitores sobre frases dos pré-candidatos e o apoio a pautas como o fim da jornada 6×1 e a reforma do Supremo Tribunal Federal. Entre os temas sensíveis, o questionário inclui: fim do foro privilegiado para deputados e senadores; acordo com os EUA para industrializar e refinar minerais críticos; castração química para crimes sexuais; implementação do salário mínimo por hora trabalhada; e classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos EUA.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral na quarta-feira (15) sob o número BR-09247/2026.

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