O Brasil que planeja e cuida cresce: a importância da gestão pública
O Brasil que planeja e cuida cresce

A história do desenvolvimento econômico brasileiro mostra que momentos de crescimento duradouro estiveram associados a períodos de planejamento estratégico e investimento em áreas sociais. O artigo de hoje, assinado pelo economista José Roberto Afonso, defende que o Brasil precisa resgatar essa cultura de planejamento para retomar o crescimento de forma sustentável.

O papel do Estado no desenvolvimento

Segundo Afonso, o Estado brasileiro se afastou do papel de planejador e indutor do desenvolvimento nas últimas décadas. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que, entre 2000 e 2010, quando o PIB cresceu em média 3,6% ao ano, os investimentos públicos em infraestrutura e programas sociais também cresceram. “Não é coincidência. O Brasil que planeja e cuida é o Brasil que cresce”, afirma o autor.

Planejamento e cuidado: dois pilares esquecidos

O texto destaca que o planejamento não se limita a orçamentos e metas fiscais, mas envolve uma visão de longo prazo para setores como educação, saúde e infraestrutura. O descaso com essas áreas, argumenta, gera um ciclo vicioso de baixo crescimento e aumento da desigualdade. “Sem cuidar das pessoas, não há crescimento que se sustente”, escreve Afonso.

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Um estudo do Banco Mundial citado no artigo indica que cada real investido em educação infantil retorna até R$ 7 em produtividade futura. No entanto, o Brasil investe apenas 0,6% do PIB nessa faixa, abaixo da média de países da OCDE (0,8%). Para o autor, esse é um exemplo claro de como a falta de planejamento e cuidado compromete o potencial de crescimento.

O exemplo do passado e o futuro possível

Afonso relembra os planos de desenvolvimento dos anos 1950 e 1970, que, apesar de seus erros, tinham metas claras e mobilizavam a sociedade. Hoje, diz, o país carece de um projeto nacional. “Não se trata de voltar ao passado, mas de aprender com ele. Planejar é escolher prioridades e executar com eficiência.”

O artigo conclui que, sem planejamento e cuidado com as pessoas, o Brasil continuará patinando em baixo crescimento. A saída, segundo o autor, está em retomar a capacidade de pensar o futuro e agir no presente, com foco em redução das desigualdades e aumento da produtividade.

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