O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, manifestou descontentamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por este ter apoiado abertamente o senador Veneziano Vital do Rêgo, adversário de seu pai, Nabor Motta, na disputa por uma vaga no Senado. Segundo aliados, o assunto virou uma "chateação" para Motta, que tem colaborado com o governo para aprovar pautas importantes no Congresso.
O que motivou a queixa de Motta
De acordo com fontes próximas ao presidente da Câmara, ele considera a atitude de Lula inoportuna e prejudicial à relação institucional. Motta teria dito a interlocutores que esperava neutralidade do Palácio do Planalto, especialmente porque seu pai é um aliado histórico. A situação gerou tensão em meio a negociações sobre nomeações judiciais e outras pautas que não atenderam plenamente às expectativas de Motta.
Aliados minimizam o impacto
Apesar do mal-estar, aliados de Motta minimizam o episódio, destacando que a parceria com o Executivo é fundamental para o andamento de projetos prioritários, como a reforma tributária e o pacote fiscal. Eles avaliam que o descontentamento não deve comprometer a agenda legislativa, mas admitem que o assunto gerou desconforto momentâneo.
Contexto político
A eleição ao Senado na Paraíba, estado de origem de Motta, opõe Nabor Motta (Republicanos) a Veneziano Vital do Rêgo (MDB), atual senador e aliado de Lula. O apoio presidencial a Veneziano foi interpretado como um gesto de fortalecimento da base governista no Nordeste, mas pegou mal entre os aliados de Motta. O presidente da Câmara, que já articulou a aprovação de medidas importantes para o governo, esperava reciprocidade do Planalto.
Próximos passos
Motta não fez críticas públicas a Lula, mas o clima nos bastidores é de apreensão. O governo deve buscar um aceno para reequilibrar a relação, possivelmente com novas nomeações ou acordos políticos. Enquanto isso, a base aliada no Congresso segue monitorando o desdobramento do caso.



