Ministro da Fazenda critica sanções dos EUA a brasileiros ligados ao PCC
Ministro critica sanções dos EUA a brasileiros do PCC

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou as sanções impostas pelos Estados Unidos a brasileiros suspeitos de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Em entrevista, Durigan afirmou que as investigações sobre segurança pública são de responsabilidade das autoridades nacionais e apontou o risco de eventuais punições equivocadas.

Sanções americanas e reação do Brasil

As sanções visam dois brasileiros e empresas acusadas de lavagem de dinheiro, após o PCC ser classificado como grupo terrorista pelos EUA. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou preocupação com as potenciais consequências econômicas para instituições financeiras que mantenham relações com os sancionados.

Segundo Durigan, a medida unilateral americana pode gerar incertezas e prejudicar a cooperação bilateral. “A segurança pública é uma atribuição do Estado brasileiro, e qualquer ação externa deve respeitar nossa soberania”, declarou o ministro.

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Impacto econômico e diplomático

A classificação do PCC como organização terrorista pelos EUA permite o bloqueio de ativos e a proibição de transações financeiras com os envolvidos. O governo brasileiro teme que bancos e empresas do país sejam afetados por sanções secundárias, caso mantenham negócios com os listados.

O Itamaraty já iniciou contatos com o governo americano para esclarecer os critérios das sanções e buscar alternativas que evitem danos à economia brasileira. A medida também gerou debate no Congresso Nacional, onde parlamentares cobram uma posição mais firme do Executivo.

Contexto das sanções

Os EUA incluíram o PCC em sua lista de grupos terroristas estrangeiros em 2024, alegando que a facção atua no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro em escala internacional. As sanções anunciadas recentemente são as primeiras direcionadas a indivíduos e empresas brasileiras desde essa classificação.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que acompanha o caso e que as investigações no Brasil seguem em andamento. A pasta reforçou que não compactua com atividades criminosas, mas defende o respeito aos procedimentos legais e à soberania nacional.

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