Michelle Bolsonaro diz que pauta surda supera ideologia após elogiar Lula
Michelle: pauta surda supera ideologia após elogiar Lula

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro gerou controvérsia ao elogiar a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, iniciativa do governo Lula, e afirmar que a pauta das pessoas surdas está acima de ideologias políticas. A declaração, feita em suas redes sociais, provocou reações negativas de apoiadores da direita, que a acusaram de traição e incoerência.

Elogio ao programa de Lula gera crise na base bolsonarista

Michelle escreveu que a educação bilíngue para surdos é uma causa que transcende partidos e que a iniciativa do atual governo é positiva. Imediatamente, perfis bolsonaristas passaram a criticá-la, com comentários como 'você está apoiando o Lula?' e 'isso é um erro'. A crise se intensificou quando aliados próximos de Jair Bolsonaro também manifestaram descontentamento, gerando um racha na direita.

Projeto foi elaborado no governo Bolsonaro, afirma ex-primeira-dama

Em resposta às críticas, Michelle esclareceu que a política em questão foi 'elaborada e apresentada' durante a gestão de Jair Bolsonaro, mas que sua implementação foi atrasada por uma ação judicial. 'A pauta dos surdos não tem ideologia, é uma questão de direitos humanos', declarou. Ela reforçou que sempre defendeu a causa e que o reconhecimento do programa não significa alinhamento político com Lula.

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Direita se divide entre apoio e rejeição à declaração

O episódio expõe as tensões internas no campo conservador. Enquanto alguns líderes bolsonaristas tentam minimizar o ocorrido, outros veem a atitude de Michelle como uma fragilidade política. Nas redes sociais, a hashtag #MichelleTraiu chegou a ser trending topic por algumas horas. Especialistas apontam que o caso pode impactar a imagem da ex-primeira-dama, que vinha sendo cogitada para uma candidatura futura.

Pauta dos surdos ganha destaque nacional

A Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, sancionada por Lula, prevê a oferta de educação em Libras e português escrito para alunos surdos. A iniciativa foi celebrada por associações de surdos, que há anos cobravam uma legislação específica. Segundo dados do IBGE, cerca de 10 milhões de brasileiros têm alguma deficiência auditiva, dos quais 2,7 milhões são surdos profundos.

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