O mercado financeiro ainda demonstra tolerância ao risco fiscal no curto prazo, mas a preocupação com o cenário pós-eleição cresce entre agentes econômicos. Segundo Victor Rezende, coordenador da cobertura de mercados financeiros, a avaliação predominante é que os ativos conseguem conviver com o desarranjo das contas públicas até outubro, desde que haja um plano crível de consolidação fiscal para 2027.
Tolerância temporária ao risco fiscal
Marcos De Marchi, da Oriz, afirma que o mercado deve conseguir levar até a eleição esse desconforto fiscal. A declaração foi feita em entrevista ao Valor, destacando que a paciência dos investidores tem limites e que a ausência de um compromisso fiscal sólido pode gerar turbulências após o pleito.
Cobrança por plano de consolidação
Os agentes financeiros cobram medidas concretas para equilibrar as contas públicas. O temor é que, sem um ajuste fiscal robusto, o país enfrente aumento da dívida pública, pressão inflacionária e fuga de capitais. A expectativa é que o próximo governo apresente um plano detalhado para 2027, capaz de restaurar a credibilidade fiscal.



