A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, declarou nesta quarta-feira (8) que a hipótese de concorrer ao governo de Minas Gerais é 'página virada', reafirmando sua pré-candidatura ao Senado. Em entrevista, ela criticou o tempo concedido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao senador Rodrigo Pacheco para decidir sobre uma eventual candidatura ao Executivo mineiro.
Críticas ao prazo dado a Pacheco
Marília Campos afirmou que 'não é razoável' que Lula dê a Pacheco até 2025 para definir sua posição, enquanto o PT precisa construir alianças e definir seu palanque no estado. 'Ficamos em um compasso de espera que prejudica o debate político', disse a ex-prefeita, que defendeu uma definição mais rápida para que o partido possa organizar sua estratégia.
Pré-candidatura ao Senado e 'frente ampla'
A petista reafirmou que sua pré-candidatura é para o Senado Federal, e não para o governo estadual. Ela defendeu a formação de uma 'frente ampla' em Minas Gerais, capaz de unir partidos de esquerda e centro-esquerda para derrotar a direita nas eleições de 2026. 'Precisamos de unidade para enfrentar os desafios do estado', declarou.
Cenário sucessório em Minas
O PT mineiro ainda busca definir seu candidato ao governo. Além de Marília Campos, outros nomes são cogitados, como o deputado federal Reginaldo Lopes e o vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo. A legenda negocia alianças com o PSB e o PDT, enquanto aguarda a decisão de Pacheco, que também é cortejado por outras siglas. Marília Campos, no entanto, descartou qualquer possibilidade de mudar de planos: 'Minha candidatura ao Senado está mantida, e não volto atrás'.



