Em meio ao risco de que os Estados Unidos imponham uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros nesta quarta-feira (15), a nova pesquisa Genial/Quaest indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a melhora no cenário eleitoral após o embate diplomático com Donald Trump, ocorrido em junho. O levantamento, realizado entre os dias 10 e 13 de julho, mostra Lula com 40% das intenções de voto no primeiro turno, 12 pontos a mais que o senador Flávio Bolsonaro, que oscila dentro da margem de erro para 28%. Em maio, a distância entre os pré-candidatos era de quatro pontos, aumentando para dez em junho.
Cenário do primeiro turno
Na sequência, Ronaldo Caiado (PSD) tem 8%, Renan Santos (Missão) 3% e Romeu Zema (Novo) 2%. Neste cenário, brancos e nulos somam 8%, enquanto 11% não souberam responder.
Disputa no segundo turno
O presidente também mantém vantagem na disputa pelo segundo turno. Em um embate direto contra Flávio, Lula passou de 44% para 45% das intenções de voto nesta rodada. Por outro lado, o senador mantém a queda registrada desde março, quando alcançou 42%, e tem 37% dos votos, levando a diferença para oito pontos percentuais.
O resultado da pesquisa foi captado após Flávio Bolsonaro participar de uma audiência nos Estados Unidos para tentar livrar o Brasil das possíveis sanções anunciadas pelo país logo após outra visita do senador a Donald Trump. Durante a audiência, Flávio tentou defender um “adiamento”, alegando que tarifar o Brasil às vésperas das eleições fortaleceria Lula no “pior momento possível” da disputa eleitoral.
Reação do governo e aprovação
Desde o anúncio das tarifas, o Palácio do Planalto mantém um forte discurso em defesa da soberania nacional, com Lula no centro da reação institucional à pressão norte-americana. A campanha de Flávio até tentou ligar a imposição de novas tarifas ao governo, afirmando que o PT seria o “partido do tarifaço”, mas não obteve sucesso.
A alta nas intenções de voto no segundo turno das eleições para presidente ocorre em meio a uma estabilização da imagem de Lula perante ao eleitorado. Após viver um pico de rejeição em abril, quando 52% das menções eram negativas, o presidente passou de 47 para 48% as menções positivas enquanto manteve a desaprovação em 47%.
A maior taxa de melhora é registrada na avaliação do governo, que subiu 2 pontos percentuais em relação à rodada anterior e atinge 36% de menções positivas, conquistando o mesmo número (36%) de citações negativas.
Para chegar neste resultado, a Genial/Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral pelo número BR-07181/2026.



