O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta terça-feira no Palácio da Alvorada, em Brasília, com integrantes da coordenação da sua pré-campanha à Presidência para fazer um balanço das ações realizadas até agora e discutir os próximos passos da candidatura. Essa foi a primeira reunião após o início do chamado defeso eleitoral, período de três meses que antecede o primeiro turno das eleições no qual há limites e proibições dos agentes públicos.
Balanço de segmentos e ações digitais
De acordo com relatos de três participantes, houve falas sobre diferentes segmentos e núcleos da pré-campanha, como juventude, mulheres, comunicação, comitês populares, programa de governo e palanques estaduais. Também fizeram um balanço sobre as ações digitais, como grupos do PT Pode Espalhar e Porta-Vozes do Lula, que buscam fazer frente ao bolsonarismo nas redes.
Palanques em Minas Gerais e Goiás
Coube ao presidente do PT e coordenador-geral da pré-campanha, Edinho Silva, falar da importância de definir os últimos dois palanques de apoio à candidatura de Lula nos estados: Minas Gerais e Goiás. A expectativa entre petistas é que essa definição ocorra em até dez dias, diante da proximidade das convenções partidárias.
A maior preocupação é em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país e considerado crucial para a campanha — historicamente, o candidato à presidência que vence no estado costuma ser eleito presidente.
Definição em Minas Gerais
No fim de junho, após uma reunião com dirigentes do PT no estado, Lula deu aval para uma candidatura própria da legenda em Minas. O plano A do presidente era o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB), mas ele anunciou que deve deixar a vida pública no fim deste ano, quando chegar ao fim seu mandato como senador.
A favorita era a ex-prefeita de Contagem Marília Campos, mas ela criticou a estratégia do partido e reforçou publicamente o desejo de manter sua candidatura ao Senado. Um integrante do PT diz, sob reserva, que a decisão de Marília surpreendeu a cúpula do partido e até mesmo o presidente, já que consideravam que ela não teria como declinar um pedido de Lula.
Outro petista que tem acompanhado a montagem do palanque em Minas diz que o partido deve realizar uma rodada de pesquisas de intenção de voto para guiar a escolha do candidato. Mas diz que a palavra final caberá a Lula. Não está descartada a possibilidade de o presidente se reunir com nomes cotados antes da definição.
Reunião virtual e possíveis candidatos
Nesta terça, a presidente estadual do PT em Minas, Leninha, coordenou uma reunião virtual com as bancadas estadual e federal do partido para buscar um entendimento, mas não houve definição. São citados como possibilidades os deputados federais Reginaldo Lopes e Rogério Correia. Um integrante da pré-campanha de Lula que acompanhou o encontro diz que hoje o cenário em Minas ainda está indefinido e que diversos nomes passaram a circular até mesmo como parte da estratégia da sigla em testar a viabilidade de cada candidato.
Situação em Goiás
Além de Minas, o PT não tem definido o seu palanque em Goiás. Uma ala diz que o nome favorito é o da deputada federal petista Delegada Adriana Accorsi, mas a própria já sinalizou o desejo de buscar a reeleição na Câmara.



