O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeu um ato falho ao chamar o governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, de 'interventor' durante uma cerimônia no Palácio Guanabara. O episódio ocorreu na assinatura de um acordo financeiro que permite ao estado renegociar sua dívida, substituindo o regime de recuperação fiscal.
O ato falho e suas implicações
A expressão 'interventor' é utilizada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro para criticar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve Couto no cargo. O termo remete a uma intervenção federal, que seria inconstitucional no contexto atual. Lula, ao usar a palavra, gerou reações imediatas entre os presentes e nas redes sociais.
O acordo assinado prevê condições mais favoráveis para o Rio de Janeiro pagar sua dívida com a União, estimada em cerca de R$ 160 bilhões. A medida foi celebrada como um avanço para as finanças fluminenses, mas o deslize verbal de Lula ofuscou parte do anúncio.
Reações e contexto político
Ricardo Couto assumiu o governo após a prisão do governador eleito, em 2024. Desde então, sua gestão é alvo de questionamentos jurídicos. O STF decidiu que ele poderia permanecer no cargo, mas críticos argumentam que a situação configura uma intervenção disfarçada. 'Foi um ato falho, mas que revela a percepção de que há algo anormal na condução do estado', disse um analista político ouvido pela coluna.
Lula, ao perceber o erro, tentou corrigir-se, mas o termo já havia sido registrado por jornalistas presentes. A oposição aproveitou para criticar o presidente, enquanto aliados minimizaram a gafe. 'O presidente estava focado no conteúdo do acordo, que é positivo para o Rio', afirmou um assessor presidencial.



