Itaú vê 'abismo fiscal' como exagero para 2027, mas defende reformas
Itaú vê 'abismo fiscal' como exagero para 2027, mas defende reformas

O Itaú classificou como exageradas as projeções de um 'abismo fiscal' para 2027, mas reforçou a necessidade de reformas estruturais para garantir a sustentabilidade das contas públicas. Em relatório divulgado nesta terça-feira, o banco afirma que o cenário de contas negativas em 2027 não é inevitável, desde que haja ajustes fiscais e crescimento econômico.

Projeções e contexto

Segundo o Itaú, as estimativas mais pessimistas para o déficit público em 2027 ignoram o impacto de medidas já em curso e o potencial de crescimento da economia. O banco projeta um déficit primário de 0,5% do PIB para 2027, bem abaixo dos 2% ou mais apontados por alguns analistas. 'O termo 'abismo fiscal' é um exagero, mas não podemos relaxar', diz o relatório, assinado pela equipe de macroeconomia.

Reformas necessárias

Apesar da visão menos alarmista, o Itaú defende a aprovação de reformas administrativa e tributária para evitar o agravamento das contas. 'O país precisa de um ajuste fiscal crível, que passe por controle de gastos e simplificação de impostos', afirma o documento. O banco também destaca a importância de manter o arcabouço fiscal e a âncora de gastos.

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Impacto nos mercados

A avaliação do Itaú ocorre em meio a incertezas sobre a trajetória da dívida pública e a credibilidade da política fiscal. O relatório sugere que, com reformas, o risco fiscal pode ser mitigado, beneficiando os mercados de juros e câmbio. 'A percepção de risco fiscal elevado ainda pressiona os ativos brasileiros, mas um compromisso com reformas pode mudar esse quadro', conclui o Itaú.

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