Itaú diz que 'abismo fiscal' em 2027 é exagero, mas reformas são necessárias
Itaú: 'abismo fiscal' em 2027 é exagero, mas reformas são necessárias

O Itaú classificou como exagero o termo 'abismo fiscal' para as contas públicas em 2027, mas reforçou a necessidade de reformas estruturais para evitar um desequilíbrio fiscal. Em relatório, o banco projeta que, sem medidas, a dívida pública pode atingir níveis preocupantes, mas não chega a configurar um colapso iminente.

Itaú rebate alarmismo fiscal

De acordo com o economista-chefe do Itaú, Mário Mesquita, 'o cenário fiscal é desafiador, mas o termo abismo fiscal é exagerado. Há tempo para ajustes, desde que as reformas avancem'. O banco estima que a dívida bruta do governo geral pode chegar a 87% do PIB em 2027, ante 75% atualmente.

Reformas necessárias

O Itaú destaca que a aprovação de reformas, como a administrativa e a tributária, é crucial para conter o crescimento da dívida. 'Sem reformas, a trajetória fiscal se torna insustentável no longo prazo', alerta o relatório. O banco também recomenda medidas de contenção de gastos obrigatórios.

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Impacto nos mercados

A avaliação do Itaú ocorre em meio a preocupações do mercado com o déficit primário. O banco projeta déficit de 0,8% do PIB em 2025 e 0,5% em 2026. 'A credibilidade fiscal é fundamental para a ancoragem das expectativas de inflação e juros', afirma o economista.

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