O ex-ministro Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo, decidiu antecipar o debate sobre segurança pública no estado. Antes mesmo de fechar seu programa de governo, o petista vai divulgar um plano específico para a área, com propostas para combater o crime organizado, reduzir os roubos de celular e enfrentar a violência contra as mulheres. A iniciativa já provocou reação no entorno do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Plano de segurança como diferencial de campanha
Haddad pretende apresentar o documento nas próximas semanas, destacando o uso de inteligência artificial e câmeras corporais para a polícia. O plano busca contrastar com a gestão atual, que tem sido criticada por indicadores de violência. Segundo aliados do pré-candidato, a segurança pública será o carro-chefe de sua campanha, com propostas que visam modernizar o policiamento e integrar ações estaduais e federais.
O entorno de Tarcísio reagiu prontamente. Assessores do governador afirmam que a gestão já implementa medidas semelhantes, como o uso de tecnologia no combate ao crime, e que Haddad estaria apenas copiando iniciativas existentes. Em nota, a equipe de Tarcísio classificou a antecipação do plano como "oportunismo eleitoral" e destacou que a segurança em São Paulo melhorou nos últimos anos.
Crime organizado e roubos de celular em foco
Entre as propostas de Haddad, está a criação de uma força-tarefa especializada no combate ao crime organizado, com atuação integrada entre as polícias Civil e Militar. O plano também prevê a instalação de um sistema de rastreamento de celulares roubados, em parceria com operadoras, e a ampliação de delegacias especializadas no atendimento a mulheres vítimas de violência.
Dados oficiais mostram que os roubos de celular cresceram 15% no estado em 2025, enquanto os casos de feminicídio se mantiveram estáveis. Haddad quer reverter esse quadro com ações preventivas e punitivas. "Não podemos aceitar que São Paulo seja refém da criminalidade. Vamos usar tecnologia e inteligência para proteger a população", afirmou o pré-candidato em evento recente.
Reação e troca de críticas
A antecipação do plano gerou uma troca de críticas entre os grupos políticos. Enquanto Haddad acusa a gestão Tarcísio de ser "omissa" e "ineficiente" na segurança, o governador rebate dizendo que o petista não tem experiência na área. "Ele foi ministro da Educação, nunca lidou com segurança pública. Agora quer dar lições?", disse um assessor de Tarcísio.
Analistas políticos apontam que a segurança pública é um dos temas mais sensíveis para o eleitorado paulista. Com a aproximação das eleições de 2026, o debate deve se intensificar. Haddad aposta em um plano detalhado para conquistar votos, enquanto Tarcísio tenta desqualificar as propostas adversárias.



