O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, rejeitou nesta sexta-feira (24) o risco de um 'all in' fiscal do governo Lula no ano eleitoral de 2026. Em evento da Expert XP, ele afirmou que a equipe econômica vai melhorar o superávit primário 'custe o que custar', sinalizando compromisso com a disciplina fiscal.
Reação à tarifa dos EUA
O governo brasileiro também rechaçou a tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, alegando trabalho forçado. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores classificou a medida como 'manipulação de um tema caro aos direitos humanos'. A tarifa, que passa a valer hoje, atinge 99,4% das importações do país, segundo dados oficiais.
Durigan destacou que o Brasil não aceitará pressões unilaterais e que buscará diálogo com Washington. 'Não existe moeda que possa substituir o dólar', disse a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, durante a Expert XP, reforçando a posição americana.
Impacto no mercado
O Ibovespa opera em queda nesta sexta, influenciado pela nova tarifa e pelo cenário externo. A CVM observa que 'caixinhas' do mercado estão se dissolvendo, e busca respostas sem travar inovação. Já o JPMorgan alertou que o alívio no fluxo estrangeiro para a Bolsa brasileira não vai durar.
No setor de seguros, o JPMorgan rebaixou a Caixa Seguridade e preferiu IRB e Porto, fazendo CXSE3 cair forte. Enquanto isso, o HSBC liquidou seguros de vida e saúde em Cingapura por US$ 2,1 bilhões.
Outros destaques
Na política, o presidente da Argentina, Javier Milei, vem ao Brasil para tentar impulsionar a candidatura de Flávio Bolsonaro. No PL, aliados classificam a articulação de Flávio com o Centrão como 'tragédia'. Já o ministro Alexandre de Moraes, do STF, mandou a PGR analisar pedido da Receita sobre laudos das joias de Bolsonaro.
Na economia doméstica, as doações de imóveis batem recorde com expectativa de alta de imposto. A fila do INSS caiu para 1,6 milhão de pedidos, e a Receita Federal abre consulta ao 3º lote de restituição nesta semana.



