Flávio Roscoe recusa ser vice de Cleitinho e é plano B do PL em MG
Flávio Roscoe recusa vice de Cleitinho e é plano B do PL

O ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, recusou a hipótese de ser candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo senador Cleitinho Azevedo (PL) ao governo de Minas Gerais. Em meio à indefinição do Partido Liberal (PL) sobre a candidatura ao Palácio da Liberdade, Roscoe tem se colocado como plano B da legenda para concorrer ao comando do estado, caso o senador opte por não disputar a eleição.

Resistência à vice-liderança

De acordo com fontes próximas ao ex-presidente da Fiemg, Roscoe entende que sua trajetória empresarial e sua atuação à frente da federação lhe conferem condições de liderar a chapa majoritária, e não de compor como vice. A recusa ocorre em um contexto de indefinição no PL mineiro, que adiou a convenção partidária prevista para julho. O partido ainda não definiu se lançará candidatura própria ou apoiará um nome de outra legenda.

Cleitinho Azevedo, por sua vez, é o nome natural do PL para o governo, mas enfrenta resistências internas e dúvidas sobre sua viabilidade eleitoral. O senador ainda não confirmou se será candidato, o que abre espaço para que Roscoe seja lançado como alternativa.

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Plano B e autonomia

Roscoe defende que o PL tenha autonomia para realizar as mudanças necessárias na estratégia eleitoral. Em conversas reservadas, ele argumenta que o partido precisa de um nome com perfil técnico e capacidade de diálogo com o setor produtivo, características que ele afirma possuir. A postura de Roscoe o destaca como uma alternativa ao atual governo mineiro, comandado por Romeu Zema (Novo).

O PL mineiro enfrenta o desafio de unificar suas lideranças em torno de um projeto competitivo para 2026. Enquanto Cleitinho é visto como um nome mais político, Roscoe representa a ala empresarial do partido, o que pode atrair eleitores descontentes com a gestão atual.

Impacto na disputa estadual

A indefinição do PL impacta diretamente o cenário eleitoral em Minas Gerais. Com a recusa de Roscoe em ser vice, o partido precisa acelerar as negociações para definir sua chapa. Se Cleitinho desistir, Roscoe surge como o nome mais provável para encabeçar a candidatura. Caso contrário, o PL terá que buscar um novo vice para compor com o senador.

Analistas políticos apontam que a decisão de Roscoe fortalece sua posição interna e aumenta a pressão sobre Cleitinho para definir seu futuro político. O prazo para registro de candidaturas se aproxima, e o PL não pode mais adiar a definição sem comprometer sua competitividade.

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