O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, reiterou sua preferência por uma mulher como vice em sua chapa e mencionou os nomes da ex-presidente da Caixa Daniella Marques (Republicanos) e das deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-SP). A declaração ocorreu durante a live de lançamento do programa "Brasil por Elas", voltado ao público feminino.
Programa Brasil por Elas: propostas e equipe feminina
O plano, coordenado por Daniella Marques, inclui a criação de um aplicativo com oportunidades de emprego para mulheres; vouchers para mulheres de baixa renda matricularem seus filhos em creches privadas, caso haja falta de vagas públicas; microcrédito para empreendedorismo feminino; e a castração química de estupradores. Um trio formado por Daniella, Simone Marquetto e a esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, percorrerá o Brasil para apresentar as propostas.
"Eu já falei várias vezes: a minha preferência é que (a vice) seja uma mulher. Estão falando muito o nome da Dani (Daniella Marques). Então é importante vocês conhecerem, olhando para a frente. Tem uma outra que está atrás da câmera, que vocês não estão vendo, que é Simone Marchetto, que ajudou a gente também a construir este programa 'Brasil por Elas'. O nome dela foi falado pra caramba", disse Flávio, citando também Clarissa Tércio.
Articulações partidárias e neutralidade
A escolha da vice depende de articulações partidárias, já que nem a federação PP/União Brasil nem o Republicanos fecharam apoio a Flávio. Se as negociações não avançarem, as legendas podem adotar neutralidade.
Críticas a Lula e tarifaço de Trump
Na live, Flávio culpou o presidente Lula pelo novo tarifaço aplicado por Donald Trump. "A gente aqui tentou de todas as formas que essa tarifação chegasse ao Brasil. O Lula fez força para isso, cavou o pênalti, conseguiu, chegou a tarifa contra os interesses do povo brasileiro", afirmou. Segundo o senador, exportações brasileiras também sofrem sanções da China e da União Europeia. "Estados Unidos, China, União Europeia, os principais parceiros comerciais do Brasil, e o Brasil está tendo este tipo de relação com eles. Ou seja, muito pior para a nação brasileira, por causa dessa incompetência", criticou.
Flávio também criticou Lula por não usar celular. "Uma das coisas que nos incentiva a colocar o nome à disposição do País como uma alternativa, resgatar a nossa nação, é porque a gente tem um governo que é completamente analógico, um governo que tem um presidente que não usa telefone celular. Isso é até estranho hoje em dia. Uma pessoa que não usa celular, que não está conectada com o mundo, alguém que não entende das inovações", declarou. Afirmou ainda que Lula "acha que inteligência artificial (IA) só serve para manipular vídeos e fotos".
Internet para 70 milhões de mulheres
Segundo Flávio, um dos objetivos do "Brasil por Elas" é garantir acesso à internet para, no mínimo, 70 milhões de mulheres. O pré-candidato disse já ter conversado com operadoras de telefonia móvel para fornecer até o aparelho celular.
Decisão de Moraes sobre contato com o pai
Flávio classificou como "absurda" a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que o proibiu de se comunicar com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por 90 dias. A determinação ocorreu após Flávio divulgar uma carta do pai apoiando sua pré-candidatura. "Eu estou com muita saudade já dele. Todo mundo acompanhou mais essa decisão absurda de impedir um filho de se comunicar com um pai por 90 dias, coincidentemente até depois do primeiro turno (das eleições). Mas vamos trabalhar para que isso mude", afirmou.



