Flávio Bolsonaro prolonga estadia nos EUA para discutir tarifas comerciais
Flávio Bolsonaro prolonga estadia nos EUA contra tarifaço

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) prolongou sua estadia em Washington após participar de uma audiência com representantes do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O objetivo é reforçar a ofensiva diplomática contra a tarifa de 25% imposta sobre produtos brasileiros, cuja decisão final está prevista para 15 de julho.

Cancelamento de agenda e intensificação de diálogos

Flávio cancelou compromissos que tinha em Pernambuco e permanecerá o dia inteiro desta quarta-feira, 7 de julho, nos Estados Unidos. O retorno ao Brasil está programado para quinta-feira, 8 de julho. A agenda inclui uma rodada de reuniões com parlamentares e representantes do governo americano para tentar sensibilizar a administração Biden sobre os impactos negativos da tarifa.

Críticas ao STF e defesa da suspensão das tarifas

Em sua fala durante a audiência, Flávio defendeu a suspensão imediata das tarifas e criticou duramente o Supremo Tribunal Federal (STF), relacionando a investigação contra ele a supostos temas de corrupção no Brasil. O senador afirmou que a medida tarifária é injusta e prejudica ambos os países.

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Segundo fontes da delegação brasileira, Flávio busca construir uma ponte com setores conservadores do Congresso americano para pressionar o USTR a reverter a decisão. A tarifa de 25% atinge principalmente produtos siderúrgicos e agrícolas brasileiros, com impacto estimado em bilhões de dólares.

Contexto da audiência no USTR

A audiência no USTR foi solicitada pelo governo brasileiro como parte dos esforços para evitar a sanção definitiva. Flávio integra a comitiva que inclui outros parlamentares e representantes do Ministério das Relações Exteriores. A expectativa é que novas reuniões ocorram ainda nesta quarta-feira com membros do Comitê de Finanças do Senado americano.

O senador afirmou que a tarifa fere acordos comerciais internacionais e que o Brasil buscará todas as instâncias de negociação, incluindo a Organização Mundial do Comércio (OMC), caso a medida seja mantida.

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