Em meio a polêmicas e críticas de adversários e até aliados, o senador Flávio Bolsonaro (PL) viu sua situação entre eleitores independentes piorar significativamente. Dados estratificados da pesquisa Genial/Quaest (BR-07181/2026) obtidos pela coluna mostram que, de abril a julho, o número de independentes que votariam em Flávio e rejeitam Lula caiu de 25% para 18%, enquanto os que votariam em Lula e rejeitam Flávio subiram de 23% para 29%.
Cenário entre independentes
Atualmente, 29% dos eleitores independentes votariam em Lula e rejeitam Flávio, contra 20% em março e 23% em abril. Já os que votariam em Flávio e rejeitam Lula são 18%, ante 25% em abril. A maior parte desse público (34%) continua rejeitando ambos os candidatos. Isso indica que, ao ter que escolher entre os dois, o eleitor independente se inclina cada vez mais a Lula.
Desafio para a terceira via
No total do eleitorado, 40% votariam em Lula e rejeitam Flávio, contra 34% que votariam em Flávio e rejeitam Lula. Embora as rejeições individuais sejam altas — 57% para Flávio e 50% para Lula — apenas 15% dos brasileiros rejeitam os dois ao mesmo tempo. Isso limita o crescimento de candidatos de terceira via como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), que disputam esse pequeno segmento. A maioria absoluta aceita votar em Lula ou Flávio: 8% não conhecem algum deles e só 3% votariam nos dois. Para virar o jogo, a terceira via precisa descolar mais eleitores da polarização e uni-los em torno de um único candidato.



