Flávio Bolsonaro pediu a Trump para não taxar o Brasil, diz senador
Flávio Bolsonaro pediu a Trump para não taxar o Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelou nesta quarta-feira (2) que pediu pessoalmente ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não impusesse tarifas sobre produtos brasileiros. A declaração foi feita durante entrevista coletiva em Brasília, onde o parlamentar detalhou o teor da conversa com o republicano.

Contexto da solicitação

Segundo Flávio, o pedido ocorreu em meio às negociações comerciais entre Brasil e EUA, que ganharam destaque após Trump sinalizar a possibilidade de elevar taxas para diversos países. O senador afirmou que agiu em defesa da economia brasileira, evitando impactos negativos sobre setores como agronegócio e indústria.

“Deixei claro ao presidente Trump que uma taxação sobre o Brasil seria prejudicial para ambos os lados, mas especialmente para os trabalhadores brasileiros”, declarou Flávio. Ele também destacou que a relação entre os dois países é estratégica e deve ser preservada.

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Reações e desdobramentos

A declaração gerou reações imediatas no meio político. Aliados do governo elogiaram a iniciativa, enquanto opositores questionaram a eficácia do pedido. O Ministério das Relações Exteriores não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.

Especialistas em comércio internacional avaliam que a influência de Flávio Bolsonaro sobre Trump pode ser limitada, mas reconhecem a importância de manter canais de diálogo abertos. “Qualquer movimento para evitar tarifas é bem-vindo, mas o resultado depende de negociações mais amplas”, analisa o economista Carlos Mendes.

Impactos econômicos

Caso as tarifas fossem aplicadas, produtos como aço, alumínio e carne bovina seriam os mais afetados. O Brasil é um dos maiores fornecedores desses itens para os EUA, e uma taxação poderia reduzir a competitividade das exportações brasileiras.

Flávio Bolsonaro garantiu que continuará acompanhando o tema e atuando para proteger os interesses nacionais. “Não vamos permitir que o Brasil seja prejudicado por decisões unilaterais”, concluiu.

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