Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acreditam que a Lei Magnitsky, instrumento de sanções dos Estados Unidos, pode ser aplicada contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes antes das eleições de 2026. A informação é da coluna de Bela Megale, do jornal O Globo, e reflete a expectativa de setores da oposição que veem na lei uma forma de pressionar o magistrado, que é um dos principais alvos de críticas do bolsonarismo.
Contexto da Lei Magnitsky
A Lei Magnitsky foi sancionada nos Estados Unidos em 2012 e permite ao governo americano impor sanções a pessoas envolvidas em violações de direitos humanos e corrupção. Desde então, mais de 100 indivíduos e entidades foram sancionados globalmente, incluindo brasileiros. No Brasil, a lei ganhou destaque em 2023, quando foi usada contra autoridades ligadas ao governo Lula, gerando reações do Itamaraty.
Para aliados de Flávio Bolsonaro, a aplicação da Magnitsky contra Alexandre de Moraes seria uma retaliação às decisões do ministro que afetaram o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores. O senador Flávio Bolsonaro tem criticado abertamente Moraes, acusando-o de perseguição política.
Impacto político e expectativas
O cenário eleitoral de 2026 é o pano de fundo dessa avaliação. Aliados do senador acreditam que uma sanção internacional contra Moraes poderia enfraquecê-lo politicamente e influenciar o debate sobre o Supremo. A medida, no entanto, depende de uma iniciativa do governo americano, o que torna sua concretização incerta.
Segundo fontes próximas a Flávio Bolsonaro, a discussão sobre a Magnitsky ganhou força após a visita de parlamentares brasileiros a Washington, onde o tema foi mencionado. Ainda não há qualquer pedido formal ou sinalização oficial dos EUA, mas a simples especulação já gera reações no meio político.
Reações e desdobramentos
O ministro Alexandre de Moraes não comentou o assunto. No STF, o ambiente é de cautela. Assessores do tribunal avaliam que a medida seria uma interferência externa na Justiça brasileira e contrariaria a soberania nacional. Por outro lado, apoiadores de Bolsonaro veem a Magnitsky como uma ferramenta legítima contra o que consideram abusos judiciais.
O debate sobre a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes deve se intensificar à medida que as eleições se aproximam. Enquanto isso, aliados de Flávio Bolsonaro seguem monitorando o cenário e mantendo contatos com interlocutores nos Estados Unidos.



