A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) publicou novas regras que limitam o uso de inteligência artificial (IA) em pesquisas científicas e programas de pós-graduação. A medida, divulgada pelo blog do Ancelmo Gois, estabelece que pesquisadores, professores e estudantes deverão informar explicitamente quando e de que forma recorreram à tecnologia em seus trabalhos.
Transparência no uso da IA
De acordo com a nova normativa, qualquer uso de ferramentas de IA, como chatbots ou softwares de geração de texto, deve ser declarado nos relatórios de pesquisa, artigos científicos e trabalhos acadêmicos. A Fiocruz busca garantir a transparência e a integridade científica, evitando que a tecnologia seja utilizada de forma indevida ou sem o devido crédito.
Impacto na comunidade acadêmica
A medida atinge todos os níveis da instituição, desde a iniciação científica até o pós-doutorado. Os pesquisadores terão que descrever o papel da IA em cada etapa do trabalho, incluindo coleta de dados, análise, redação e revisão. A Fiocruz também orienta que o uso da tecnologia não substitua o julgamento crítico e a responsabilidade dos autores.
A iniciativa coloca a Fiocruz na vanguarda das discussões sobre ética e inteligência artificial no meio acadêmico brasileiro. A instituição espera que as regras sirvam de modelo para outras universidades e centros de pesquisa no país.



