Fifa estuda ampliar Copa do Mundo para 64 seleções, diz Infantino
Fifa estuda ampliar Copa para 64 seleções, diz Infantino

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, revelou que a entidade está analisando a possibilidade de expandir a Copa do Mundo para 64 seleções. A declaração foi feita em entrevista ao portal suíço Bluewin, durante a atual edição do torneio, que ocorre nos Estados Unidos, Canadá e México.

Formato de 48 seleções é considerado sucesso

A Copa de 2026 é a primeira a contar com 48 equipes, um aumento em relação às 32 que participavam desde 1998. A decisão foi criticada inicialmente, mas Infantino a classifica como um “enorme sucesso”. Segundo ele, a alta qualidade das partidas e o engajamento global justificam a ampliação.

“Acho importante que, quando se quer organizar uma Copa do Mundo, isso seja feito para o mundo inteiro — não apenas para a Europa e a América do Sul, mas efetivamente para o mundo inteiro”, afirmou Infantino à emissora suíça Blue Sport.

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Próximas edições e pressão por inclusão

A Copa de 2030, que marcará o centenário do evento, será sediada em seis países de três continentes: Argentina, Paraguai, Uruguai (América do Sul), Espanha e Portugal (Europa) e Marrocos (África). A Conmebol já defende a ampliação para 64 seleções nessa edição, argumentando que a competição deve ser mais inclusiva.

“Todas as nações devem ter o direito de sonhar em participar da Copa do Mundo. Dá para ver que a qualidade das seleções é extremamente alta e está ficando cada vez melhor, em todo o mundo. Se não dermos aos países menores a chance de participar da Copa do Mundo, eles perderão o incentivo para continuar melhorando”, disse Infantino.

O torneio de 2034 já foi atribuído à Arábia Saudita, que também poderá sediar uma edição expandida.

Infantino defende preços dos ingressos

O presidente da Fifa também comentou os altos preços dos ingressos, que geraram críticas. Ele afirmou que a ocupação dos estádios está em 99,7% e deve chegar a 99,9% até o fim do torneio. “Os especialistas determinaram os preços antes do torneio. Vemos a prova agora: preços que algumas pessoas alegavam serem altos demais estão sendo revendidos no mercado secundário por quatro ou cinco vezes o custo original”, declarou.

Infantino estima que a Fifa gere entre 13 e 14 bilhões de francos suíços (US$ 16,08 bilhões a US$ 17,32 bilhões) com a Copa de 39 dias. “Isso é bastante satisfatório”, completou.

Polêmica dos intervalos para hidratação

Outro tema abordado foi a introdução de intervalos para hidratação em cada tempo, medida vista por muitos como uma estratégia para aumentar a receita publicitária. Infantino admitiu a controvérsia: “No ano passado, durante a Copa do Mundo de Clubes nos EUA, houve intervalos para refresco sempre que fazia muito calor. Essas breves pausas ocorreram em cerca de 60% das partidas. Houve muitas reclamações, pois a sensação era de que todas as equipes deveriam enfrentar as mesmas condições”.

Com informações da Reuters.

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