Expert XP 2026: inflação, tarifas e fluxo estrangeiro no radar
Expert XP 2026: inflação, tarifas e fluxo estrangeiro

A Expert XP 2026, um dos maiores eventos de investimentos do Brasil, teve seu segundo dia com presenças de peso como Will Smith, Gabriel Galípolo e Mike Pompeo. Enquanto isso, o mercado financeiro brasileiro segue atento a uma série de fatores que podem impactar os ativos locais: a inflação persistente, as novas tarifas dos Estados Unidos e o alerta do JPMorgan sobre o fluxo estrangeiro para a Bolsa brasileira.

Inflação e tarifas dos EUA pressionam mercados

O dólar operou próximo da estabilidade nesta sexta-feira, com investidores avaliando as tarifas comerciais impostas pelos EUA e as tensões no Oriente Médio. O Brasil foi novamente taxado com uma tarifa de 12,5% que passa a valer hoje, gerando dúvidas sobre o impacto nas exportações e na economia doméstica. Segundo analistas, a medida pode pressionar ainda mais a inflação, que já é considerada o maior risco por gestores de recursos presentes na Expert XP.

“A inteligência artificial amplia margem e produtividade, mas a inflação segue como o maior risco”, afirmaram gestores durante painéis do evento. A declaração reflete a preocupação do mercado com a capacidade do Banco Central de controlar os preços em meio a um cenário global de juros elevados.

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JPMorgan alerta para fluxo estrangeiro

O JPMorgan emitiu um alerta: o alívio no fluxo estrangeiro para a Bolsa brasileira não vai durar. O banco norte-americano destacou que a melhora recente foi pontual e que fatores como a incerteza fiscal e a desaceleração global devem reduzir o apetite por ativos brasileiros. Apesar disso, a nova carteira do Ibovespa incluiu a Tenda (TEND3) e excluiu a PetroReconcavo (RECV3), movimentando as expectativas dos investidores.

“A renda fixa, que antigamente protegia, precisa ser reavaliada”, disse um executivo de uma grande asset, reforçando a necessidade de diversificação em um cenário de juros voláteis.

Expert XP 2026: destaques do segundo dia

O segundo dia da Expert XP contou com a presença do ator Will Smith, que participou de um painel sobre liderança e resiliência. O economista Gabriel Galípolo debateu o cenário macroeconômico brasileiro, enquanto o ex-secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, falou sobre geopolítica e comércio internacional. A agenda incluiu ainda discussões sobre pesquisas eleitorais, alianças políticas e o impacto no mercado.

“O governo segue na correção e estabilização da dívida é a última milha”, afirmou o secretário do Tesouro Nacional, Durigan, durante o evento. A declaração sinaliza que a equipe econômica está focada em ajustes fiscais, mas reconhece que ainda há desafios pela frente.

Empresas e investimentos em foco

No campo corporativo, a ISA Energia precificou ações em R$ 27 por papel em uma oferta que pode levantar R$ 1,2 bilhão. A Axia (AXIA3) convocou assembleia para votar a incorporação de subsidiárias. Já o Fiagro VGIA11 desabou 25% após inadimplência de CRA, com a gestora classificando a reação como “irracional”.

O mercado de LCIs e LCAs também está no radar: a partir de 2026, esses títulos passam a pagar menos com o fim da isenção fiscal, o que pode reduzir sua atratividade para investidores pessoa física.

Política e eleições movimentam o noticiário

Na política, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, comparou a crise entre Flávio e Michelle Bolsonaro a um programa de TV. No PL, aliados classificaram a articulação de Flávio com o Centrão como “tragédia”. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o apoio a Tarcísio de Freitas é “incondicional”, após dúvidas sobre a convenção do partido.

O mercado acompanha de perto esses movimentos, que podem influenciar a agenda de reformas e a percepção de risco fiscal.

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