Na Expert XP 2026, realizada em São Paulo, gestores destacaram que a inteligência artificial (IA) tem ampliado margens e produtividade nas empresas, mas a inflação continua sendo o maior risco para a economia global. O evento, que reúne especialistas do mercado financeiro, trouxe debates sobre os impactos da tecnologia e os desafios macroeconômicos.
IA impulsiona eficiência, mas inflação preocupa
Segundo painelistas, a adoção de IA tem gerado ganhos significativos de eficiência operacional, com aumento de margens em setores como tecnologia e serviços. No entanto, a pressão inflacionária, impulsionada por custos de energia e matérias-primas, ainda é vista como o principal obstáculo para um crescimento sustentável. “A IA ajuda a reduzir custos, mas se a inflação não ceder, os ganhos podem ser anulados”, alertou um dos gestores presentes.
Mercado de trabalho e produtividade
Outro ponto debatido foi o impacto da IA no mercado de trabalho. Especialistas apontam que a tecnologia pode substituir funções repetitivas, mas também cria novas oportunidades em áreas como análise de dados e desenvolvimento de algoritmos. A produtividade, medida por hora trabalhada, tem mostrado avanços, mas a distribuição desses ganhos ainda é desigual entre setores.
Perspectivas para 2026
Os gestores recomendaram cautela com investimentos em renda fixa, que tradicionalmente protegem em cenários de inflação, mas agora exigem reavaliação devido às mudanças nas taxas de juros. “A renda fixa, que antigamente protegia, precisa ser reavaliada”, afirmou um participante. O evento também abordou a necessidade de diversificação de portfólio, com foco em ativos que se beneficiam da inovação tecnológica.
Expert XP 2026: programação e destaques
A Expert XP 2026 conta com palestras de nomes como Will Smith, o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o ministro da Fazenda Fernando Haddad. O segundo dia do evento teve discussões sobre fluxo estrangeiro na Bolsa brasileira, com o JPMorgan alertando que o alívio recente não deve durar. O dólar operou estável, influenciado por tarifas comerciais e tensões no Oriente Médio.



