Alerta vermelho de evangélicos para Flávio Bolsonaro
Evangélicos em alerta contra Flávio Bolsonaro

Líderes evangélicos acenderam o alerta vermelho em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A preocupação, segundo relatos de bastidores, é que uma eventual candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto em 2026 afaste o segmento religioso, peça-chave na base bolsonarista.

Desgaste e rejeição interna

De acordo com pastores e deputados da bancada evangélica, Flávio Bolsonaro não tem o mesmo carisma do pai junto aos fiéis. A rejeição a ele dentro das igrejas seria maior do que a enfrentada por outros possíveis nomes do campo conservador. Um líder religioso ouvido pela coluna afirmou, sob reserva: "Flávio não consegue dialogar com as lideranças locais e não tem a mesma capacidade de mobilização. Isso preocupa."

Pesquisas internas mostram fragilidade

Pesquisas encomendadas por partidos aliados indicam que, em cenários sem Jair Bolsonaro (inelegível até 2030), Flávio Bolsonaro aparece com índices de intenção de voto abaixo de 10% entre evangélicos, enquanto outros pré-candidatos, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, alcançam até 30% no mesmo segmento. Os números acenderam o sinal amarelo no entorno do senador.

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Pressão por unidade da direita

Lideranças evangélicas têm cobrado que o PL e o clã Bolsonaro busquem um nome de consenso que mantenha a coesão do eleitorado conservador. "Se Flávio for o candidato, corremos o risco de fragmentar a base e perder para a esquerda", alertou um deputado federal da bancada evangélica. A avaliação é que o senador não consegue ampliar o diálogo para além do núcleo duro bolsonarista.

Resposta de Flávio Bolsonaro

Procurado, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que respeita as lideranças religiosas e que está focado em seu mandato no Senado. Em nota, disse: "Sou cristão e tenho compromisso com os valores da família. Qualquer discussão sobre 2026 é prematura, mas estou pronto para servir ao Brasil se for necessário." A declaração, no entanto, não dissipou as apreensões entre os evangélicos.

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