Os efeitos do El Niño, caracterizado por secas severas no Norte e enchentes no Sul, estão entrando no radar das campanhas políticas para as eleições de 2026. Candidatos de diferentes partidos já ajustam seus discursos e propostas para lidar com os impactos climáticos, que afetam diretamente a economia e o bem-estar da população.
Impactos na agricultura e na economia
O El Niño causou perdas significativas na safra de grãos, especialmente soja e milho, em estados como Mato Grosso e Paraná. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a estiagem reduziu a produtividade em até 15% em algumas regiões. Isso gerou preocupação entre os candidatos, que prometem subsídios e seguro rural para os agricultores.
"Precisamos de políticas de adaptação climática", disse o candidato do partido X, em comício no interior de São Paulo. "O El Niño não é mais um fenômeno isolado; é parte de um padrão que exige investimento em infraestrutura hídrica."
Desafios na infraestrutura urbana
Nas grandes cidades, as chuvas intensas provocaram alagamentos e deslizamentos. Em São Paulo, o número de ocorrências dobrou em relação ao ano anterior, segundo a Defesa Civil. Candidatos à prefeitura e ao governo estadual incluem em suas plataformas planos de drenagem urbana e contenção de encostas.
A candidata Y afirmou que "a resiliência urbana é prioridade", propondo a criação de um fundo municipal para desastres naturais.
Eleições e a agenda climática
Pesquisas de opinião indicam que 68% dos eleitores consideram as questões ambientais relevantes na escolha de seus representantes. Especialistas apontam que o El Niño pode servir como um catalisador para debates mais profundos sobre mudanças climáticas no Brasil. "Os candidatos que ignorarem o tema podem perder votos", avalia o cientista político João Silva.
Com a aproximação das eleições, os partidos intensificam a presença em áreas afetadas, usando o desastre como vitrine para suas propostas. A expectativa é que o clima domine o noticiário nos próximos meses.



