Edinho cobra apoio de ministros a Lula sob restrições eleitorais
Edinho cobra apoio de ministros a Lula sob restrições

Edinho Silva cobra atuação de ministros em meio a restrições eleitorais

O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, cobrou publicamente que os ministros do governo Lula atuem de forma mais incisiva em defesa da gestão, em um momento em que o Palácio do Planalto intensificou a vigilância sobre postagens nas redes sociais, por temor de ações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que possam comprometer a candidatura do presidente à reeleição.

Segundo relatos de auxiliares do governo, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) e a Advocacia-Geral da União (AGU) têm orientado os ministros a evitar publicações que possam ser interpretadas como promoção pessoal de Lula, especialmente em canais oficiais e perfis pessoais. A medida visa prevenir eventuais denúncias de uso da máquina pública para fins eleitorais, o que poderia gerar multas ou até mesmo a inelegibilidade do candidato.

Restrições geram insatisfação entre auxiliares

A conduta da Secom e da AGU tem sido alvo de críticas internas. Auxiliares reclamam de exagero nas restrições, argumentando que a comunicação do governo está sendo prejudicada e que a população deixa de receber informações sobre ações e programas federais. “Há um excesso de zelo que acaba travando a divulgação de feitos importantes da gestão”, afirmou um assessor que preferiu não se identificar.

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Edinho Silva, em discurso durante solenidade de recebimento do título de cidadão carioca, no Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, na terça-feira (15), defendeu que os ministros precisam “vestir a camisa” e mostrar à população os avanços do governo. “Não podemos ficar reféns do medo. Temos que mostrar o que está sendo feito”, declarou.

Temor do TSE e impacto na campanha

O Planalto teme que publicações consideradas irregulares pelo TSE possam ser usadas pela oposição para questionar a candidatura de Lula. A legislação eleitoral proíbe, por exemplo, a veiculação de propaganda institucional em período proibido e o uso de símbolos ou imagens que associem ações do governo à figura do candidato.

Em 2026, o TSE já demonstrou rigor em casos semelhantes, aplicando multas e determinando a remoção de conteúdos. A orientação da Secom é que os ministros evitem postagens que mencionem Lula ou que possam ser vistas como tentativa de promoção pessoal. No entanto, a medida tem gerado um vácuo de comunicação, deixando a população sem informações sobre programas como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida.

Edinho Silva, por sua vez, defendeu que os ministros devem encontrar formas criativas de comunicar as ações do governo, respeitando a lei, mas sem se omitir. “Não podemos deixar que o medo nos paralise”, afirmou.

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