A distribuidora do longa-metragem 'Dark Horse', que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, traçou três cenários possíveis para o desempenho do filme nas bilheterias. A informação foi divulgada pela coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo, que teve acesso a documentos internos da empresa responsável pela distribuição.
Cenários variam de acordo com estratégia de marketing
Os três cenários foram elaborados com base em diferentes níveis de investimento em marketing e alcance de público. O primeiro cenário, mais otimista, prevê uma arrecadação de R$ 15 milhões, considerando uma forte campanha de divulgação e o apoio de grupos políticos alinhados a Bolsonaro. O segundo cenário, moderado, estima R$ 8 milhões, com uma estratégia de marketing padrão. Já o terceiro, mais pessimista, projeta R$ 3 milhões, caso o filme tenha baixa exposição e rejeição de parte do público.
Filme já foi exibido para equipe de campanha de Flávio Bolsonaro
De acordo com a coluna, o longa já foi visto pelo núcleo duro da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente. A exibição ocorreu em caráter reservado, e a reação dos presentes teria sido positiva. O filme é estrelado pelo ator Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus Cristo em 'A Paixão de Cristo', e tem gerado expectativa entre apoiadores de Bolsonaro.
Impacto político e comercial
A produção de 'Dark Horse' ocorre em meio a um cenário político polarizado no Brasil. Especialistas apontam que o sucesso de bilheteria dependerá não apenas da qualidade do filme, mas também da capacidade de mobilização de sua base política. A distribuidora, que não teve o nome divulgado, planeja lançar o filme em circuito nacional, mas ainda não há data oficial de estreia.
Segundo a coluna, os números projetados levam em conta o histórico de filmes políticos no Brasil, que raramente ultrapassam a marca de R$ 10 milhões. 'Dark Horse' tenta se diferenciar ao apostar em um formato de cinebiografia dramática, com potencial para atrair tanto apoiadores quanto curiosos.



