XP precisa dobrar de tamanho para liderar investimentos até 2033, diz Maffra
XP precisa dobrar de tamanho para liderar até 2033

O presidente da XP Investimentos, Alexandre Maffra, afirmou que a empresa precisa dobrar de tamanho para se tornar líder no mercado de investimentos no Brasil até 2033. A declaração foi feita em entrevista ao Valor, na qual Maffra detalhou as metas ambiciosas da corretora para a próxima década.

Meta de liderança e crescimento

Segundo Maffra, a XP atualmente detém cerca de 15% de participação no mercado de investimentos brasileiro, mas almeja alcançar 30% até 2033. "Para ser líder, precisamos dobrar nossa participação. É uma meta ousada, mas factível", disse o executivo. Ele destacou que o crescimento será orgânico, com foco em inovação, tecnologia e expansão da base de clientes.

Estratégias para atingir o objetivo

A XP planeja investir pesadamente em tecnologia e na ampliação de seu portfólio de produtos. Maffra mencionou que a empresa vai lançar novas plataformas de investimento e melhorar a experiência do usuário. "Queremos ser a plataforma mais completa e acessível para o investidor brasileiro", afirmou. Além disso, a corretora vai expandir sua atuação no segmento de alta renda e no atendimento a investidores institucionais.

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Concorrência e mercado

O mercado de investimentos no Brasil tem visto uma concorrência acirrada, com bancos tradicionais e fintechs disputando clientes. Maffra reconheceu o desafio, mas afirmou que a XP está preparada. "Temos uma base de clientes fiel e uma equipe talentosa. Acreditamos que podemos superar a concorrência com inovação e qualidade de serviço", disse. A empresa também planeja aumentar sua presença em regiões fora do eixo Rio-São Paulo, com a abertura de novas unidades físicas.

Impacto no setor financeiro

Se a XP atingir sua meta, o mercado de investimentos brasileiro passará por uma transformação significativa. A liderança da corretora poderia pressionar os bancos tradicionais a reduzirem taxas e melhorarem seus serviços digitais. "A competição é saudável e beneficia o investidor", afirmou Maffra. A XP também espera contribuir para a democratização do acesso a investimentos, atraindo mais brasileiros para o mercado de capitais.

Desafios regulatórios e econômicos

Maffra destacou que o ambiente regulatório e econômico do Brasil pode representar obstáculos. "Precisamos de regras claras e estáveis para investir em longo prazo", disse. Ele mencionou que a XP está em diálogo constante com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Banco Central para garantir que as mudanças regulatórias não atrapalhem o crescimento. Além disso, a empresa monitora de perto a inflação e a taxa de juros, que afetam o apetite dos investidores.

Resultados recentes e perspectivas

A XP divulgou recentemente um lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no segundo trimestre de 2026, um aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita total foi de R$ 4,5 bilhões, impulsionada pelo crescimento da base de clientes, que atingiu 4,5 milhões. "Os resultados mostram que estamos no caminho certo", afirmou Maffra. Para os próximos anos, a empresa projeta um crescimento anual de receita de 15% a 20%, sustentado pela expansão do mercado de investimentos no Brasil.

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