A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) negou, em discurso no plenário do Senado Federal nesta segunda-feira, 13, que tenha deixado a pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e cobrou o fim dos ataques entre aliados de direita. 'Eu sou uma bolsonarista, e o Flávio Bolsonaro ainda é o meu pré-candidato. Ele é o indicado pelo presidente Bolsonaro, e eu sou do time', afirmou.
Damares diz ser vítima de 'fogo amigo' e relata ameaças
Damares afirmou que foi, mais uma vez, vítima de 'fogo amigo'. Na semana passada, a senadora se tornou alvo da artilharia bolsonarista por ter tomado o lado de Michelle Bolsonaro no embate que a ex-primeira-dama trava com o pré-candidato Flávio Bolsonaro. No dia 1º de julho, Damares relatou ter sido chamada de 'leviana' e 'adúltera'. Segundo ela, fizeram ameaças de morte contra sua filha e criaram imagens simulando violência contra a menina.
Entenda a origem da confusão
A confusão desta semana, segundo a senadora, começou após uma entrevista. Um jornalista a questionou sobre a colaboração dela com o plano de governo de Flávio Bolsonaro. Ela teria respondido que já entregou sua parte e só seria acionada novamente no período de transição, caso Flávio seja eleito. A declaração, segundo a senadora, foi publicada como se ela tivesse abandonado o pré-candidato - o que não é verdade.
Damares detalhou os temas que se ofereceu para escrever no plano de governo: proteção à infância, enfrentamento à pedofilia, políticas para a juventude, empreendedorismo e proteção da mulher, enfrentamento à violência contra a mulher e ao feminicídio, proteção aos idosos, povos tradicionais e povos indígenas, além de mecanismos de combate à tortura e ao sistema prisional. 'Nós escrevemos uma proposta belíssima', disse.
Senadora defende Michelle Bolsonaro e critica ataques internos
Para se defender, a senadora reforçou que o País está em pré-campanha e disse que tem se dedicado a conversar com lideranças, além de atuar como parlamentar. 'A melhor coisa que eu posso fazer para ajudar o candidato de direita a ganhar é fazer exatamente o que eu faço dentro deste Senado', declarou. Ainda segundo Damares, aliados de direita têm atacado uns aos outros por 'acreditar em tudo que está sendo dito'. 'A direita é um exército que machuca seus próprios soldados, deixa para trás seus próprios soldados. Não é assim que a gente vai construir uma democracia', disse.
Damares também questionou quem estaria por trás dos ataques contra aliados de direita, sugerindo haver interesse financeiro na desestabilização do campo conservador. Ela relacionou a investida contra ela com o avanço em pautas contra a pedofilia. 'Quanto a mim, eu tenho uma dúvida: todas as vezes em que eu vou avançar num projeto de lei contra a pedofilia, eu sou atacada. A indústria se mobiliza em me atacar para me desacreditar', afirmou.
A senadora dedicou parte do discurso à defesa de Michelle Bolsonaro, alvo de acusações de que estaria criando um novo partido ou movimento para se contrapor a Flávio Bolsonaro. Damares classificou Michelle como uma mulher 'digna, justa, honesta' e disse que continuará defendendo-a. Ao final do discurso, Damares deixou uma mensagem à ex-primeira-dama: 'Fique firme, Michelle. Teu Deus é Deus de justiça e Deus de misericórdia.'



