Crise política afasta jovens e revela desgaste democrático no Brasil
Crise política afasta jovens e revela desgaste democrático

O crescente afastamento da juventude dos partidos políticos reflete a descrença nas instituições e a sensação de que elas já não representam os interesses da sociedade, conforme editorial do Estadão. Airton Reis Júnior, de São Paulo, reforça que não há democracia sem política, nem justiça quando prevalece a percepção de que a lei alcança uns e poupa outros conforme o poder econômico. Também não existe economia forte sem consumidores com renda e perspectivas de futuro. A polarização substituiu o debate de um projeto nacional por disputas personalistas. O País permanece refém de candidaturas recorrentes, concentradas em projetos individuais de poder, enquanto corporações e grupos organizados ampliam privilégios e disputam recursos públicos. Sem renovação política, igualdade perante a lei e compromisso com responsabilidade fiscal e justiça social, a juventude continuará distante da política.

Voto proporcional e tribos partidárias

Celso Skrabe, de São Paulo, argumenta que os jovens já perceberam como a sagacidade da “classe política” se apossou do sistema político brasileiro e se recusam a entrar num jogo de faz de conta em que serviriam apenas como massa de manobra para os “sultões” que mandam nas “capitanias” em que se converteram as siglas partidárias. Um dos truques para manter esse poder é a escolha dos deputados pelo voto proporcional, que forma “tribos” e “cartórios” que usam as instituições para se cercarem de paliçadas legais. Skrabe defende o voto distrital, em que cada distrito elege um representante para a Câmara, como o sistema mais democrático, pois propicia proximidade do eleitor com seu representante e vacina contra a proliferação das “tribos partidárias”. Ele critica que um eleitor paulista vale quase dez vezes menos do que um eleitor de Roraima.

Mundo digital e busca por identidade

Adilson Roberto Gonçalves, de Campinas, destaca que o menor interesse dos jovens pelos partidos passa também pela linguagem em vigor nesses ambientes. Com a invasão de gírias de internet, curtas adaptações de termos em inglês, a expressão passa a ser impressão. O jovem busca espaços e parece que estar em grupos fictícios das redes é suficiente, mas psicólogos sabem que não. Estudos do cientista político Murilo Medeiros, da Universidade de Brasília (UnB), revelam uma das facetas da busca pela identidade física em um mundo cada vez mais digital.

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Transparência e desserviço de Janja

Luciana Lins, de Campinas, critica a primeira-dama Janja da Silva por afirmar que as críticas aos seus gastos decorrem de misoginia e que nenhuma primeira-dama trabalhou como ela. Lins afirma que Janja presta um desserviço às mulheres que realmente enfrentam preconceito e às milhões de brasileiras que trabalham diariamente sem precisar proclamar a própria importância. Quem ocupa posição de destaque na estrutura do Estado e utiliza recursos públicos tem o dever de prestar contas. Exigir transparência não é preconceito; é respeito ao contribuinte. Quando surgem questionamentos, a resposta não vem em forma de esclarecimentos, mas de vitimização. Transformar cobranças legítimas em perseguição desvia o foco da única pergunta que interessa ao cidadão: como está sendo gasto o dinheiro público?

Visita de Milei e tarifaço

Willian Martins, de Guararema, critica a visita do presidente argentino Javier Milei ao Brasil, afirmando que um candidato à Presidência que precisa do apoio de um mandatário estrangeiro demonstra despreparo e amadorismo. A Argentina peca nas relações diplomáticas ao tentar interferir em assuntos internos de outro país. Aldo Bertolucci, de São Paulo, comenta o tarifaço: o Brasil manteve impostos de importação para proteger setores em desenvolvimento, mas o governo falhou ao manter essa proteção por tempo demais, causando acomodação e preços elevados. Essa política deveria ser flexibilizada nas negociações do tarifaço.

Crise com os EUA e Eduardo Bolsonaro

Sylvio Belém, de Recife, menciona pesquisa Quaest mostrando que 63% dos brasileiros acreditam que as tarifas impostas por Donald Trump trarão prejuízo para suas famílias, e a maioria responsabiliza Flávio Bolsonaro. Luiz Frid, de São Paulo, aprova a concessão do green card a Eduardo Bolsonaro, dizendo que aqui ele não ajudaria em nada os brasileiros.

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Redes sociais e proteção a crianças

João Gabriel Souza Lossapio, de Sumaré, elogia a França por aprovar proibição de redes sociais para menores de 15 anos, afirmando que a regulamentação é um padrão que o mundo deveria seguir para proteger o desenvolvimento infantil e proporcionar crescimento com menos ansiedade e depressão. Criança foi feita para brincar, interagir, descobrir o mundo e estudar, não para ter seu desenvolvimento moldado pelas redes sociais.

Penduricalhos e obras paradas

José Elias Laier, de São Carlos, critica a criação de um penduricalho de R$ 12 mil para servidores do TCU, mas nota que ao menos está sendo tratado por meio legal, ao contrário dos penduricalhos do Judiciário. Paulo Roberto Gotaç, do Rio de Janeiro, aponta que mais de 11 mil obras públicas financiadas com recursos públicos estão interrompidas, segundo o TCU. Isso expõe incapacidade técnica das empresas e fracasso do modelo administrativo, além de atmosfera de corrupção impune em licitações. O abandono dos projetos drena recursos e exige aportes financeiros superiores ao planejado, levantando a questão se o País possui vocação autofágica.

Copa do Mundo e futebol

Gilberto Pereira Tiriba Santos lamenta a eliminação do Brasil nas oitavas da Copa de 2026, afirmando que a indiferença do torcedor é a maior prova da irrelevância no futebol atual. A seleção foi desmontada por dirigentes incompetentes, treinadores sem coragem, jogadores preocupados com a própria imagem, corrupção na CBF e ambiente de vaidade. A camisa amarela perdeu o peso; o gigante definhou até se tornar comum. J. S. Vogel Decol, de São Paulo, acusa a Argentina de unfair play, chamando-a de desleal e covarde, e sugere que a Fifa a exclua da Copa de 2030. Paulo Panossian, de São Carlos, critica a atitude antidesportiva de jogadores argentinos, incluindo Lionel Messi, que ficaram de costas durante a premiação da Espanha, mas elogia o atacante Flaco López, do Palmeiras, que permaneceu respeitosamente de pé e de frente.