A crise entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro intensifica os desafios da campanha do senador, que busca expandir seu apelo entre eleitoras fora da base bolsonarista. O desentendimento, que veio à tona após Michelle alegar ter sido maltratada por Flávio, pressiona para uma definição rápida do vice na chapa, preferencialmente uma mulher, e pode impactar alianças e estratégias eleitorais.
Embate público compromete estratégia de crescimento
Aliados do senador avaliam que o embate com a ex-primeira-dama compromete a principal estratégia para crescer fora da base bolsonarista. Michelle publicou vídeos com críticas aos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que gerou reação negativa entre eleitoras e acelerou a necessidade de escolher uma vice mulher para tentar conter os danos.
A crise se soma a uma sequência de problemas antes mesmo do início oficial da campanha, incluindo dificuldades de alianças e questionamentos sobre a viabilidade eleitoral de Flávio. A pressão por uma definição rápida do vice aumenta, com nomes femininos sendo cotados para equilibrar a chapa e recuperar a confiança do eleitorado feminino.
Impacto nas alianças e próximos passos
O desentendimento pode afetar alianças partidárias, uma vez que partidos aliados observam com preocupação a instabilidade na campanha. A expectativa é que a definição do vice ocorra nas próximas semanas, antes do prazo final de registro de candidaturas. A escolha de uma mulher para a vice-presidência é vista como essencial para minimizar os efeitos da crise e tentar reverter a imagem negativa entre as eleitoras.



